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Como foi interpretar dois personagens queer em ‘O Beijo da Mulher Aranha’? Tonatiuh revela detalhes

Estrelado por Jennifer Lopez, filme já está em cartaz nas telonas brasileiras

Pamela Cordeiro
16/01/2026 | 19:03Atualizado em: 16/01/2026 | 19:06
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Como foi interpretar dois personagens queer em ‘O Beijo da Mulher Aranha’? Tonatiuh revela detalhes

Na última quinta-feira (15) chegou aos cinemas brasileiros “O Beijo da Mulher Aranha”, nova adaptação do clássico homônimo de Manuel Puig, estrelada por Jennifer Lopez (‘Imparável’), Diego Luna (‘Andor’) e Tonatiuh (‘Promised Land’).

O longa propõe uma releitura do romance do renomado escritor que, publicado em 1976, denunciou o regime militar argentino e discutia temas como sexualidade, gênero e o poder do cinema como refúgio diante da violência e da repressão.

A perspectiva identitária se manifesta principalmente nos personagens vividos por Tonatiuh. O ator interpreta tanto Molina, um decorador de vitrines preso por atentado ao pudor, quanto Kendall, o alter ego cinematográfico de sua história favorita de Hollywood – ambos representantes da comunidade queer e fundamentais para a carga simbólica da narrativa.

Em entrevista ao portal San Francisco Bay Times, o astro detalhou o processo de construção de cada papel, ressaltando o cuidado para diferenciar gestos, energia e referências estilísticas, especialmente no caso de Kendall:

“Com Kendall, me baseei no que o próprio Molina diz: ‘o ator que o interpretou era uma alma torturada que vivia no armário’. Bem, quem era um ator que vivia no armário naquela época? Montgomery Clift. Logo, trouxe a alma torturada de Montgomery Clift. Assisti ‘A Herdeira’ para captar essa textura emocional e essa linha condutora. Também incorporei pequenos detalhes, como o cabelo de Errol Flynn, e quis que ele se movesse como Gene Kelly. Estava constantemente absorvendo o estilo dos filmes das décadas de 1940 e 1950 para incorporá-lo”.

Para dar vida a Molina, Tonatiuh explicou que o trabalho exigiu outro tipo de dedicação – desta vez centrada no seu porte físico e na carga psicológica:

“Para Molina, devido à realidade vivida na prisão, perdi cerca de 20 quilos em 50 dias – foi um período de jejum. Planejei o processo para que coincidisse com as filmagens, permitindo que eu me dedicasse totalmente ao personagem. Meu compromisso era criar um Molina sem gênero, porque queria que sua forma física fosse menos importante do que seu espírito ou personalidade”.

Ao final, ele também refletiu sobre o que essas figuras representam fora da ficção e como suas vivências dialogam com realidades sociais contemporâneas:

“Eu acho que a resiliência tanto da comunidade latina quanto da comunidade queer é atemporal. Nossa luta pela liberdade parece que nunca vai acabar”, completou.

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A obra de Puig foi adaptada para o cinema pela primeira vez em 1985, sob a direção de Hector Babenco e com Sônia Braga encarregada por dar vida à personagem-título. A produção recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme.

Com canções de John Kander e Fredd Ebb, a segunda adaptação foi lançada em 1993, como um musical da Broadway. Aclamado pela crítica, o espetáculo conquistou o Tony Awards de Melhor Musical e serviu como base para outro longa-metragem, que contou novamente com as músicas compostas pela dupla.

Na trama da nova versão, Valentín (Luna), um prisioneiro político divide a cela com Molina (Tonatiuh), um decorador de vitirines condenado por atentado ao pudor. Os dois prisioneiros formam um vínculo improvável, enquanto Molina conta a história de um musical hollywoodiano estrelado por sua diva favorita do cinema, Ingrid Luna (Lopez).

O elenco ainda reúne diversos outros nomes de peso, como Tony Dovolani, Josegina Scaglione, Bruno Bichir e Aline Mayagoitia.

“O Beijo da Mulher Aranha” é dirigido por Bill Condon (‘Dreamgirls: Em Busca de um Sonho’ e ‘A Bela e a Fera’) – garanta seus ingressos por meio de nosso site ou app.

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