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Sonho de James Cameron na adolescência inspirou criação de ‘Avatar’: ‘um planeta onde tudo brilha’
‘Fogo e Cinzas’, terceiro filme da franquia, estreia hoje nos cinemas

Nesta quinta-feira (18), “Avatar: Fogo e Cinzas”, terceiro longa-metragem da aclamada franquia de ficção científica do diretor James Gunn, realiza sua estreia nas telonas do Brasil.
O novo capítulo promete elevar o nível da saga, consolidada como um marco de inovação na indústria cinematográfica ao aliar avanços tecnológicos e efeitos visuais deslumbrantes a um universo ficcional extremamente denso e detalhado.
A complexidade de Pandora, planeta onde as tramas ocorrem, se manifesta em ecossistemas próprios, culturas bem definidas e uma mitologia rica e profunda – elementos que acabam despertando uma dúvida recorrente no público: qual seria a origem da criação desse cenário tão singular?
Em uma entrevista recente à AP News, Cameron revelou que a concepção do mundo apresentado na série teve origem em um sonho inusitado. Segundo ele, as imagens dessa experiência foram registradas em um desenho logo após acordar e reutilizadas anos depois como base para o desenvolvimento de um roteiro:
“Eu tinha 19 anos. Estava na faculdade e tive um sonho muito vívido com uma floresta bioluminescente, com musgo brilhante que reagia aos meus pés e pequenos lagartos giratórios que flutuavam por lá. Aliás, tudo isso está no filme – e o motivo é que eu me levantei e desenhei a floresta. Isso se tornou a inspiração, alguns anos depois, para um roteiro de ficção científica. Eu disse: ‘Ei, tive uma ideia para um planeta onde tudo brilha à noite’”.
O cineasta ainda explicou que a ideia acabou se entrelaçando a um objetivo profissional ambicioso ligado avanços de computação gráfica para o cinema. Ao apostar todas as fichas no projeto, ele enfrentou resistências iniciais, mas transformou o desafio em um impulso criativo e inspirador:
“Anos depois, quando eu era CEO da Digital Domain, queria impulsionar a empresa para que ela fosse capaz de criar mundos e criaturas humanoides em computação gráfica usando captura de movimento. Eu simplesmente investi tudo o que tinha no projeto chamado ‘Avatar’. Então, surgiu de uma razão quase maquiavélica. Eu estava tentando criar um modelo de negócios para o desenvolvimento de computação gráfica. Claro, a resposta que recebi da minha equipe técnica foi: ‘Não estamos prontos para fazer este filme. Talvez não estejamos prontos por anos.’ Mas ainda assim serviu ao propósito inspirador”, completou Cameron.
Em “Avatar: Fogo e Cinzas”, Jake (Sam Worthington), Neytiri (Zöe Saldaña) e sua família enfrentam o luto pelo falecimento de Neteyam, primogênito do casal, ao mesmo tempo em que cruzam o caminho da agressiva Tribo das Cinzas, liderada pela temida Varang. Conforme o conflito em Pandora aumenta, uma nova tensão moral começa a emergir.
Ao lado de Worthington e Saldaña, diversos outros talentos conhecidos compõem o elenco, como Sigourney Weaver, Stephen Lang, Kate Winslet, Jemaine Clement, Oona Chaplin e da vencedora do Oscar de Melhor Atriz, Michelle Yeoh.
Além de dirigir, Cameron assina o roteiro de “Avatar: Fogo e Cinzas” por meio de uma parceria com Rick Jaffa e Amanda Silver – garanta seus ingressos em nosso site ou app.
