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Rocky Balboa e Creed: O legado de Stallone e os grandes feitos da franquia - Ingresso.com
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Rocky Balboa e Creed: O legado de Stallone e os grandes feitos da franquia

Rocky Balboa e Creed: O legado de Stallone e os grandes feitos da franquia

Como o ator e roteirista, até então desconhecido, conseguiu levar seu filme para o Oscar?

Mariana Assumpção
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Em meados nos anos 1970, Sylvester Stallone poderia até cogitar a possibilidade de tornar-se um astro do cinema, porém, muitas questões não pareciam colaborar para que o estrelato finalmente batesse à sua porta.

Após complicações durante o seu nascimento, um parto a fórceps, Stallone teve alguns nervos do rosto comprometidos, o que causou uma paralisia facial no ator. Seu jeito de falar mais lento, consequência da lesão, foi alvo de bullying ao longa de toda a sua infância e adolescência.

Crescendo como um jovem 'fora do padrão', ele buscou refúgio no fisiculturismo e na atuação. Contudo, mesmo que ser ator fosse uma das suas principais metas, não foi fácil provar o seu valor para o mercado.

OS PRIMEIROS PASSOS NO CINEMA

Atuando em pequenos papéis desde o final da década de 1960, Sylvester Stallone chegou a estrelar um filme pornográfico no início da carreira, chamado 'O Garanhão Italiano' (1970). Ele sempre buscou espaço em filmes de outros gêneros, e ganhou um certo destaque em produções como 'Klute, O Passado Condena' (1971) e 'Os Lordes de Flatbush' (1974).

Porém, nenhum dos seus trabalhos o realizou por completo e, a partir daí, ele galgou reconhecimento como roteirista. E foi inspirado por uma luta entre Muhammad Ali e Chuck Wepner, como em sua própria experiência pessoal, que ele começou a desenvolver o script de 'Rocky: Um Lutador' (1976).

AS DIFICULDADES PARA TIRAR SUA HISTÓRIA DO PAPEL

Com o argumento em mãos, Stallone o apresentou aos produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff. Encantada com a premissa, a dupla ofereceu mais de 300 mil dólares pelo script, oferta inicialmente recusada pelo autor.

A história simplória sobre um "homem das ruas, uma espécie de clichê ambulante", como o próprio Stallone o define nos escritos de 'The Official Rocky Scrapbook', deveria ser estrelada e desenvolvida por quem a idealizou. Ao se negar a vender o roteiro, ele fez uma contraproposta: Winkler e Chartoff poderiam fechar negócio, sob a condição de que ele viveria o personagem principal.

O contrato foi assinado, mas Stallone seguiu escrevendo sem ganhar a mais por isso, e atuou no longa sob um esquema de escala. Ao apresentarem o projeto à United Artists, os executivos da companhia avaliaram o orçamento do longa em US$2 milhões, caso ele fosse protagonizado por alguma estrela consolidada. Nomes como Robert Redford e Burt Reynolds foram levantados, mas os produtores alegaram que só obteriam os direitos se Sylvester Stallone fosse a estrela do longa.

A United Artists, que parecia acreditar na história mais do que em Stallone, então diminuiu o orçamento proposto pela metade. Ao concluírem a produção, Irwin Winkler e Robert Chartoff estouraram o valor, que fechou em US$ 1,1 milhão. Para cobrir os gastos extras, os produtores precisaram hipotecar suas casas.

'ROCKY: UM LUTADOR': NÚMEROS E CURIOSIDADES

Com um orçamento bastante modesto para os padrões da época, a produção do longa foi marcada por uma série de improvisos. As cenas externas sequer contaram com autorização dos locais para serem rodadas, como a clássica passagem na qual Rocky corre pelas ruas da Filadélfia (vídeo acima).

Embora todos à sua volta o estejam encarando, o que faz sentido no contexto da trama, os feirantes e transeuntes observavam atentos não porque eram figurantes contratados, mas sim pelo fato de estarem surpresos com o momento, registrado por um cinegrafista a bordo de uma van.

Em 1975, ano anterior à estreia de 'Rocky: Um Lutador', o filme mais visto nos cinemas foi 'Tubarão', dirigido por Steven Spielberg. O longa contou com um orçamento de US$ 9 milhões, e foi o primeiro da história a ultrapassar a marca de 100 milhões de dólares em bilheteria.

Seria inimaginável que um projeto repleto de adversidades como o primeiro Rocky alcançasse algo à altura de 'Tubarão', mas as dificuldades dos bastidores não impediram o seu sucesso comercial: 'Rocky: Um Lutador' arrecadou mais de US$ 230 milhões nas telonas mundiais, e garantiu a maior cifra de um filme lançado em 1976.

E não foi apenas o público quem abraçou com carinho a história do boxeador: os críticos se surpreenderam com o filme, e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se rendeu aos talentos de Stallone e de toda a equipe. O protagonista concorreu, pela primeira vez, ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Roteiro, um dos poucos artistas a realizar tal feito.

Além do maior prêmio do Oscar, o de Melhor Filme, o diretor John G. Avildsen e a montagem do filme também levaram a melhor nas categorias correspondentes, na cerimônia de 1977.

'ROCKY' É MUITO MAIS QUE UM FILME SOBRE O BOXE

Na trama do longa, inserida no contexto estadunidense dos anos 1970, o boxe é apenas uma das temáticas - e está longe de ser a mais importante, tampouco aquela que transformou o filme num clássico.

A corrida pelo Oscar de 1977 foi marcada por outras obras-primas, como 'Taxi Driver', um marco da Nova Hollywood dirigido por Martin Scorsese, e 'Todos os Homens do Presidente'. O último, estrelado por Robert Redford e Dustin Hoffman, retrata com coragem o polêmico Watergate, escândalo de corrupção que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon, fato que ocorreu apenas dois anos antes do lançamento do longa.

As produções citadas acima, que concorreram ao Oscar de Melhor Filme ao lado de 'Rocky: Um Lutador', exploram mazelas sociais enfrentadas pelos Estados Unidos naquela década. Assim como o filme escrito por Stallone, 'Taxi Driver' retrata a sociedade marginalizada em seu enredo. Porém, no longa de Scorsese, a conclusão não é das mais otimistas, considerando os padrões do 'way of life' norte-americano.

O enredo de 'Rocky: Um Lutador' é, acima de tudo, sobre superação. E muitas outras histórias produzidas depois dele, utilizaram a mesma fórmula para ilustrar a luta das classes sociais menos favorecidas, e nutrir esperança naqueles que almejam alcançar seus objetivos.

A fábula sobre o lutador canhoto, no qual ninguém (exceto ele mesmo) era capaz de apostar, é transformada quando sua 'fada madrinha', na figura do consagrado lutador Apollo Creed (Carl Weathers), lhe oferece a chance de sua vida, e ele pode, enfim, provar seu valor.

A tragédia americana personificada e a própria busca por reconhecimento de Stallone, no início de sua carreira, foram os ingredientes perfeitos para conceber Rocky Balboa e sua trajetória. Foi só projetar a luta diária do autor no corpo de um boxeador, que apanhava de forma literal da vida, para que a metáfora simples e comovente gerasse identificação no público. Assim, Sylvester Stallone conseguiu o merecido reconhecimento como ator, escritor e cineasta, com o qual sempre sonhou.

'CREED' E O RENASCIMENTO DA FRANQUIA

Depois do sucesso do primeiro longa, Rocky se transformou numa franquia duradoura. Foram cinco novos filmes, lançados entre os anos de 1979 e 2006. 'Rocky V' (1990) não agradou muito os fãs, e a crítica considerou o filme arrastado e pouco empolgante, comparado aos antecessores.

Como uma redenção, o lançamento 'Rocky Balboa' (2006) abraçou o tom de despedida, e a competente direção de Stallone era tudo que o público precisava para, a princípio, se despedir do personagem nos cinemas.

Porém, quase uma década mais tarde, o ainda inexperiente Ryan Coogler ('Pantera Negra') foi um dos responsáveis por retomar a franquia. Ele convidou Michael B. Jordan, com quem já havia trabalhado no elogiado 'Fruitvale Station: A Última Parada' (2013), para estrelar 'Creed: Nascido para Lutar' (2015), no papel de Adonis Johnson.

Jordan interpreta o filho de Apollo Creed, lutador morto por Ivan Drago (Dolph Lundgren) logo no início da saga estrelada por Stallone. Nessa nova parceria com Coogler, o ator ajudou a reviver as histórias dos ringues clássicos, dando a elas características que atraíram uma nova geração de cinéfilos para as telonas.

'Creed II' (2018) foi a primeira continuação produzida, e na última quinta-feira (2), o filme mais recente da franquia estreou nos cinemas do Brasil. 'Creed III' mostra o que aconteceu a Adonis depois de se aposentar dos ringues, e marca a estreia de Michael B. Jordan como diretor. Seja como ator, produtor ou roteirista, Stallone segue participando ativamente da nova leva de filmes.

Além de Jordan, Tessa Thompson e Phylicia Rashad retornam na sequência. Jonathan Majors, o vilão Kang do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), estreia na franquia como Damian, o principal antagonista da trama.

'Creed III' segue em cartaz nos cinemas - garanta o seu ingresso por meio do nosso site ou app.

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