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AMP

Representatividade e resistência: As Polacas e a história de judias vítimas da máfia de prostituição

Elenco e diretor revelam como tragédia histórica se mantém atual


Ambientado no Rio de Janeiro, mais precisamente no ano de 1917, o longa As Polacas concluiu suas filmagens na semana passada.

Embora real e perverso, o tema principal do filme não é amplamente conhecido. A verdade é que, durante quase um século, uma larga rede de exploração sexual e tráfico de mulheres, em sua maioria judias, esteve ativa em diversos cantos do mundo, e suas vítimas foram histórica - e pejorativamente - apelidadas de "polacas".

Durante as filmagens, parte do elenco e o diretor da produção, João Jardim, concederam entrevistas exclusivas à Ingresso.com. Entre o peso de dar luz a um drama secular e invisibilizado, toda a equipe entende que contar essa história é mais do que necessário atualmente.

A atriz Valentina Herszage carrega a responsabilidade do protagonismo, interpretando a jovem Rebeca. No longa, ele é uma mulher e mãe judia que foge da Polônia com seu filho, em busca de uma vida melhor no Brasil. Porém, ao chegar no Rio de Janeiro, ela se vê viúva e desamparada, e vira alvo da rede de exploração sexual que existia na cidade.

Para Valentina, que já viveu a estrela Hebe Camargo na televisão e nos cinemas, encarar um novo papel de época pode ser trabalhoso, mas não tanto quanto interpretar mulheres com histórias tão desafiadoras como essas:

"Eu acho que esse trabalho da Hebe tem muita relação com a Rebeca. Porque a Hebe era uma figura que, de fato, saiu das linhas que eram ditadas e tecidas para as mulheres: casou-se tarde, teve filho tarde, cantou em hotéis… a Hebe foi extremamente abusada, como a Rebeca. Para mim, é muito desafiador e, ao mesmo tempo, sensível, fazer personagens com as quais a gente se identifica. Estamos mexendo com coisas que estão nos acontecendo o tempo inteiro, é um Brasil agonizante. Então, além de fazer a personagem, o mais difícil é viver nos dias de hoje, sendo mulher e tendo que, de alguma maneira, representar essas cenas. Mas eu sei que, lá na frente, isso tudo vai valer a pena, porque quando a gente assiste a um filme e a gente se identifica na dor e na alegria, aí é sucesso".

Valentina possui ascendência judaica - seus bisavôs vieram de Varsóvia, na Polônia. Anna Kutner, que também está no filme, tem antepassados com histórias semelhantes: filha de Dina Sfat e Paulo José, o sobrenome Sfat é de origem judaica:

"Meu avô veio de Varsóvia num desses navios, os mesmos que traziam as meninas, provavelmente. E ele foi para a Argentina, que também era um foco dessa máfia da prostituição", explica Anna.

A atriz se sente presenteada pela oportunidade de dar vida a Perla, sua intricada personagem na trama. Embora seja igualmente vítima de exploração sexual, um de seus maiores objetivos é tornar-se dona do local onde as outras mulheres se prostituem - para Anna, uma maneira de resistir nesse universo:

"Ela é uma mulher que veio de Paris e é a prostituta mais velha do bordel. Ela é muito ambiciosa e acaba fazendo uma interface entre o Tzvi (Caco Ciocler), que é o dono do prostíbulo e o grande mafioso, e as meninas. Assim, ela meio que cuida, mas, ao mesmo tempo, não de uma maneira exatamente maternal, porque ela é o braço direito dele. Ela é business. Mas tem um lado do filme que fala sobre sobrevivência, então cada um deu um jeito de sobreviver ali, de alguma maneira", conclui Kutner.

A maior parte do elenco de As Polacas é judeu ou, no mínimo, possui ascendência judaica. João Jardim, que dirige a produção e recebe elogios de todos os atores por sua tocante sensibilidade no exercício da função, diz que as escalações não aconteceram por acaso:

"Foi isso que a gente procurou: a Dora [Freind], Valentina, Caco, a Anna.. a Isis Pessino é a única que não tem [ascendência judaica], que faz a Helena. Mas a gente montou outros personagens paralelos também, são todas pessoas que têm ascendência judaica. Alguns são judeus e judias praticantes, e outros fazem parte do povo judeu. E foi uma coisa que fizemos questão, para que os rostos tenham credibilidade, e para você representar mesmo esse povo, sua maneira de ser e agir", conta o cineasta.

Por tratar de um tema delicado relacionado ao universo feminino, a produção reuniu uma equipe técnica formada em sua maioria por mulheres, entre elas Louise Botkay, diretora de fotografia, Camila Moussallem, diretora de arte, Mariana Sued, figurinista, e Rose Verçosa, maquiadora – e, de acordo com João, a equipe não foi formada apenas por mulheres por uma questão de agenda: “Com o mercado audiovisual aquecido, muitas profissionais já estavam ocupadas”, revela o cineasta.

O baiano Amaurih Oliveira dá vida a Isaque, personagem que o ator define como "um projeto de gigolô fracassado". Inserido em um elenco majoritariamente branco, Amaurih acredita que a importância e complexidade de seu personagem, um homem negro, ajudam a trazer um outro ponto sensível de representatividade para a trama:

"Ele é um cara que sofre nesse lugar, mas, ao mesmo tempo, busca uma autonomia e uma independência de protagonismo, enquanto indivíduo nessa história. São muitos momentos nos quais vemos essa figura diferente enquanto ser, no bom sentido da palavra. E esse diferente é o negro que é tocado pelo afeto com a criança, o Youssef, que também é protagonista, filho da Rebeca. O Isaque é tocado por essa criança, que o provoca a olhar para outros lugares, enquanto também se permite ser olhado por ela. E tem uma cena importante, mas para o final do filme, que vocês vão assistir e entender o que estou falando", conclui, evitando spoilers sobre o desfecho do longa.

As Polacas tem roteiro final de George Moura, coescrito por Jaqueline Vargas, Teresa Frota e Flavio Araújo. A história ficcional é livremente inspirada nos livros El Infierno Prometido: una prostituta de la Zwi Migdal, de Elsa Drucaroff Aguiar, e La Polaca: Inmigración, Rufianes y Esclavas a comienzos del siglo XX, de Myrtha Gladys. A produtora Iafa Britz é uma das principais idealizadoras do projeto, o qual vem desenvolvendo por mais de uma década.

Com as filmagens finalizadas há poucos dias, o longa está previsto para chegar aos cinemas em meados de 2023.

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