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Quem foi Ann Lee, líder religiosa que inspirou o novo filme protagonizado por Amanda Seyfried?

Atuação da estrela de 'Mamma Mia!' em musical baseado numa história real vem sendo elogiada por público e crítica

Pamela Cordeiro
11/03/2026 | 19:51Atualizado em: 11/03/2026 | 20:00
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Quem foi Ann Lee, líder religiosa que inspirou o novo filme protagonizado por Amanda Seyfried?

Nesta quinta-feira (12), “O Testamento de Ann Lee”, novo drama histórico estrelado por Amanda Seyfried (‘Mamma Mia!’), faz sua aguardada estreia nas telonas brasileiras.

Ambientada no século XVIII, a trama acompanha Seyfried como a personagem-título, que lidera uma seita religiosa conhecida como Movimento Shaker, após ser proclamada por seus seguidores como a “personificação feminina de Cristo”. Enquanto segue preceitos cristãos rigorosos, o grupo busca estabelecer uma sociedade utópica por meio da espiritualidade, música e dança.

O projeto marca a primeira vez que Seyfried interpreta uma figura histórica, baseada na vida de uma mulher cuja trajetória ajudou a moldar um dos movimentos religiosos mais interessantes da história inglesa e norte-americana.

QUEM FOI ANN LEE?

Nascida em 1736 em Manchester, na Inglaterra, Ann Lee era a segunda de oito filhos. Batizada aos seis anos, ela e seus pais faziam parte da Sociedade dos Amigos, um dos grupos da tradição Quaker.

Como viviam em extrema pobreza, a família não tinha condições de pagar pelos estudos das crianças, de forma que Ann, assim como seus irmãos, nunca recebeu educação formal, permanecendo analfabeta por toda sua vida.

Por volta dos 22 anos, Lee se juntou ao grupo religioso Sociedade Wardley. Conhecidos como “Shaking Quakers” – termo que posteriormente seria abreviado para Shakers –, seus membros acreditavam que a segunda vinda de Cristo ocorreria em uma forma feminina. Com o tempo, muitos passaram a acreditar que Lee seria essa personificação.

Em 1762, pressionada pelos pais, Lee se casou com o ferreiro Abraham Standerin. O casal teve quatro filhos, mas todos morreram ainda na infância. Após a morte do quarto filho, Lee se envolveu ainda mais com os Quakers, tornando-se cada vez mais ativa nos serviços religiosos. Ela interrompia cultos de outras denominações, pregava contra a Igreja da Inglaterra e incentivava os fiéis a demonstrarem maior fervor espiritual e a confessar seus pecados.

O NASCIMENTO DA “MÃE ANN”

Por volta de 1770, Lee foi presa por 30 dias após interromper outro culto religioso. Durante o período na prisão, a jovem afirmou ter tido uma visão: o celibato e a confissão dos pecados seriam o único caminho para a salvação, e ela própria seria a segunda vinda de Cristo.

Muitos integrantes da Sociedade passaram a acreditar nessa revelação e a seguir Lee – desprendendo-se dos Quakers e passando a se chamarem Shakers, devido aos movimentos de dança e música essenciais para a vida, já que, de acordo com a crença, além de uma forma de adoração, era como o pecado saía do corpo. Foi nesse período que Lee passou a ser chamada de “Mãe Ann”, alcunha adotada por seus seguidores.

Além das crenças herdadas dos Quakers, como equidade de gênero, vida comunitária e pacifismo, os Shakers defendiam uma vida celibatária como superior ao casamento. Os membros viviam em comunidades coletivas, com estruturas semelhantes a dormitórios compartilhados, onde todos se apoiavam mutuamente e evitavam relações sexuais.

A CHEGADA DE ANN LEE AOS ESTADOS UNIDOS

Em 1774, Lee afirmou ao grupo ter recebido uma nova visão e que eles deveriam expandir o grupo e estabelecer uma comunidade nos Estados Unidos. Em maio do mesmo ano, ela e um pequeno grupo de seguidores, que incluía o marido, e seu irmão, William Lee, partiu de barco de Liverpool rumo à Nova York.

A chegada, contudo, coincidiu com um momento turbulento da história americana. O país estava à beira da Guerra da Independência, e o pacifismo do grupo era visto como suspeito. Lee foi acusada de ser uma espiã britânica e acabou presa após se recusar a fazer o juramento de lealdade ao estado de Nova York. Alegando que o juramento ia contra suas crenças religiosas, Lee permaneceu meses encarcerada, até ser libertada pelo governador George Clinton.

SUA MORTE E LEGADO

Durante cerca de dez anos, Lee continuou liderando o movimento Shaker, realizando missões religiosas e ampliando o número de seguidores. Ainda assim, o grupo frequentemente enfrentava hostilidade pública, com alguns até mesmo recorrendo à violência.

Em 1783, durante uma missão em Massachusetts, Lee e seu irmão, William, foram brutalmente atacados. Acredita-se que os ferimentos sofridos pela dupla foram tão graves que William morreu cerca de um ano depois, em julho de 1784. Já Ann partiu logo após, em setembro do mesmo ano.

Apesar de sua morte, o legado de Lee permaneceu. De acordo com registros, os Shakers viveram cerca de dez anos de intensas revelações espirituais, todas atribuídas à figura da “Mãe Ann”. Com o passar do tempo, entretanto, o número de seguidores diminuiu. Hoje, restam apenas poucos praticantes da tradição Shaker ainda ativos.

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“O Testamento de Ann Lee” teve sua estreia mundial no Festival de Veneza de 2025, onde foi aplaudido de pé por 15 minutos. Atualmente, o longa soma 86% de aprovação da crítica especializada, e obteve o selo Certified Fresh do Rotten Tomatoes, concedido a produções amplamente bem avaliadas no site.

A direção do longa fica a cargo de Mona Fastvold, que também assinou o roteiro ao lado de Brady Corbet, repetindo a parceria de sucesso de “O Brutalista” (2024).

Além de Seyfriend, o elenco ainda conta com a presença de diversos talentos conhecidos, como Lewis Pullman (‘Thunderbolts*’), Thomasin McKenzie (‘Jojo Rabbit’), Stacy Martin (‘O Brutalista’), Tim Blake Nelson (‘Retorno da Lenda’), Christopher Abbott (‘Santuário’) e Matthew Beard (‘O Quarto Secreto’).

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