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O Sexto Sentido | Como o filme e sua época inspiraram as maiores reviravoltas do cinema atual
Sucesso de Shyamalan ditou tendências e transformou a carreira do diretor

Embora o aguardado novo milênio só tenha começado em 2001, a mítica que assolou as vésperas do ano 2000 fomentou a criatividade nos mais diversos campos artísticos, incluindo o do cinema. Não por acaso, 1999 é reconhecido por alguns cinéfilos como um dos anos mais prolíficos da indústria contemporânea.
Dentre os lançamentos constantemente relembrados desse período, O Sexto Sentido se destaca. Contudo, o que de fato torna o filme e o momento no qual foi realizado tão especiais para o cinema?
NARRATIVAS INOVADORAS VERSUS BILHETERIA
Entre 1995 e 1998, superproduções dramáticas e filmes catástrofe figuravam no topo das bilheterias - Independence Day (1996), Titanic (1997) e Armageddon (1998) representam as maiores arrecadações dos anos nos quais foram lançados. Em 1995, Apollo 13 ficou em segundo lugar do ranking, perdendo por pouco para a animação Toy Story.
A partir do ano 2000, as grandes franquias que revivem sagas do passado ou baseiam-se na literatura começam a despontar: Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Star Wars e os longas inspirados em quadrinhos ganham força logo na primeira década do século 21 - e, desde então, não pararam de se popularizar.
Dito isto, o que o incomparável ano de 1999, disposto entre os dois momentos anteriormente abordados, tem de extraordinário?
A reposta é simples: a inovação.
Além de O Sexto Sentido, os dias marcados pelos anseios sobre o "bug do milênio" também nos presentearam com os aclamados A Bruxa de Blair, Matrix e Clube da Luta. Mesmo que hoje já possam ser considerados clássicos de sucesso, tais filmes contrariaram as tendências de Hollywood e do público geral de sua época.
Estas e algumas outras produções provaram para a indústria que não eram apenas as sequências, derivados e adaptações de histórias populares os capazes de levar milhões de pessoas aos cinemas: narrativas e linguagens originais podiam fazer o mesmo.
O SEXTO SENTIDO: QUALIDADE E REVIRAVOLTA POR UM PREÇO JUSTO
O Sexto Sentido, escrito e dirigido por um (bastante jovem) M. Night Shyamalan, é protagonizado por Haley Joel Osment e pelo astro Bruce Willis. O filme apresenta os dramas de Cole (Osment), um garoto que vê os espíritos de pessoas mortas à sua volta. Um dia, ele conta o segredo ao psicólogo Malcolm Crowe (Willis), que tenta ajudá-lo a descobrir o que está por trás de suas visões.
Num primeiro momento, os realizadores do suspense sobrenatural, que contou com um orçamento modesto de US$40 milhões (R$202 milhões), jamais imaginariam que a produção atingisse o status que alcançou: além de se tornar uma referência atemporal do gênero, O Sexto Sentido arrecadou mais de 672 milhões de dólares (R$3,4 bilhões) nos cinemas mundiais, garantindo com folga o segundo lugar no pódio das bilheterias daquele ano.
As atuações e os dramas abordados no longa o ajudaram a ganhar a admiração da audiência, porém, uma característica de O Sexto Sentido que deixou plateias de queixo caído foi a conclusão do arco de Malcolm Crowe: um dos mais impressionantes plot twists da história do cinema.
Para quem não está familiarizado com o estrangeirismo, plot twist define uma reviravolta surpreendente na história. O filme não é apenas um dos que melhor representam tal transformação narrativa, como também foi um dos principais responsáveis por tornar a estratégia de roteiro popular.
O LEGADO DE O SEXTO SENTIDO
Os Outros (2001), Ilha do Medo (2010), Garota Exemplar (2014) e tantos outros filmes que (quase) todos nós amamos foram, inegavelmente, inflamados pelo legado de O Sexto Sentido até que, enfim, saíssem do papel.
Todos eles carregam histórias que conduzem a um determinado caminho, e são capazes de tirar o fôlego quando, ao estarem prestes a ser concluídas, apresentam respostas opostas a tudo aquilo que imaginamos inicialmente. Por fim, o mais divertido é revê-las e perceber que as pistas das quais precisávamos sempre estiveram presentes, e cada replay é uma nova oportunidade de descobrir outra agradável surpresa escondida.
Depois do sucesso de seu terceiro longa-metragem como diretor, Shyamalan repetiu a "fórmula" que o consagrou em outros projetos, e também influenciou uma geração de cineastas. Decerto que mestres da sétima arte como Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Robert Wiene e Orson Welles já faziam o mesmo anteriormente, mas Shyamalan contribuiu, de forma incontestável, para o renascimento dessa forma cativante de fazer cinema.
Na última quinta-feira (2), Shyamalan retornou às telonas com Batem à Porta, longa que promete potencializar os ápices de tensão e surpresa, marcas registradas do cineasta.
Ele assina a direção, roteiro e produção do longa, que conta a história de uma família que é feita de refém por quatro estranhos armados. A partir daí, uma jovem e seus pais precisam fazer uma escolha impensável para evitar o apocalipse, enquanto estão com acesso limitado ao mundo exterior.
Batem à Porta é estrelado por Dave Bautista em uma elogiada atuação, além de Jonathan Groff, Bem Aldridge, Nikki Amuka-Bird, Kristen Cui, Abby Quinn e Rupert Grint - garanta o seu ingresso por meio do nosso site ou app.
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