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‘O Aprendiz’: o que é real e o que é ficção no filme sobre a vida de Donald Trump? - Ingresso.com
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‘O Aprendiz’: o que é real e o que é ficção no filme sobre a vida de Donald Trump?

Protagonizada por Sebastian Stan, cinebiografia já está em cartaz nos cinemas do Brasil

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‘O Aprendiz’: o que é real e o que é ficção no filme sobre a vida de Donald Trump?

[CUIDADO! ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DE "O APRENDIZ"]

Nesta quinta-feira (17), “O Aprendiz”, filme dirigido por Ali Abbasi e que retrata a ascensão do ex-presidente americano, Donald Trump, chegou às telonas.

Estrelado por Sebastian Stan, intérprete do Soldado Invernal no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), a trama é ambientada em Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980. O filme explora o início da trajetória do jovem Trump, e como ele deu início ao seu império imobiliário através de uma barganha com o influente advogado e mediador político, Roy Cohn, papel desempenhado por Jeremy Strong (‘Succession’).

Ao lado de Stan e Strong, integram o elenco da produção Martin Donovan (‘Insônia’), como Fred Trump, pai do protagonista, e Maria Bakalova (‘Borat: Fita de Cinema Seguinte’), interpretando Ivana Trump, primeira esposa do ex-presidente. A direção do projeto fica a cargo de Ali Abbasi (‘Holy Spider’), a partir de um roteiro escrito pelo estreante Gabe Sherman.

Repleto de polêmicas e reviravoltas, o longa incitou muitos debates sobre a veracidade dos eventos retratados. Pensando nisso, nós da Ingresso.com elaboramos uma lista com os 10 principais tópicos do filme, destacando o que é real e o que é ficção. Confira:

1 | PROCESSO POR DISCRIMINAÇÃO RACIAL

No início do longa, Donald Trump enfrenta um processo por discriminação racial, sendo acusado de afastar inquilinos afro-americanos de seus complexos habitacionais de forma intencional e arbitrária.

Esse episódio de fato aconteceu e marcou o início da relação de Trump com o advogado Roy Cohn, a quem ele recorreu para defendê-lo. Entre os anos 1972 e 1974, uma investigação foi conduzida sobre o caso, cujos documentos oficiais seguem acessíveis no site do Federal Bureau of Investigation (FBI).

Em 1973, o jornal The New York Times divulgou uma contra-alegação de US$ 100 milhões, movida por Trump e Cohn, negando todas as acusações contra a Trump Management Corporation, afirmando que eram infundadas, conforme relatado no filme.

2 | AS FITAS DE CHANTAGEM

O principal triunfo de Trump em sua carreira no mercado imobiliário foi a construção do Grand Hyatt Hotel de Manhattan, em 1978. A empreitada só foi viabilizada devido a uma enorme redução de impostos, em torno de US$ 400 milhões, da cidade de Nova Iorque, que estava enfrentando uma crise financeira à época.

Trump só consegue garantir esse abono, como pode ser visto no filme, após Cohn realizar uma chantagem com um funcionário da prefeitura, utilizando um telefonema comprometedor que ele havia gravado ilegalmente.

O fato de o advogado fazer uso dessas gravações nunca foi comprovado, mas sua influência ajudou o acordo, licitamente ou não, a ser concretizado.

3 | TRUMP ENFRENTOU DIFICULDADES FINANCEIRAS NOS ANOS 1980?

À medida que a trama de "O Aprendiz" avança, Trump começa a desconsiderar os conselhos de Cohn sobre finanças, adquirindo novas propriedades e expandindo seu império rapidamente, apesar da falta de capital.

Em uma cena do filme, o protagonista tenta convencer seu pai a liberar fundos destinados a seus irmãos, sem sucesso. Embora não haja provas sobre essa situação específica, a sobrinha de Trump, Mary L. Trump, entrou com uma ação judicial contra ele por mau uso de sua herança.

Quanto às dificuldades financeiras, é amplamente conhecido que suas ações prejudicaram sua estabilidade – ele declarou falência seis vezes ao longo de sua vida –, tornando plausível que tenha enfrentado apertos financeiros no período abordado.

4 | TRUMP REALMENTE SENTIU REMORSO PELA MORTE DO IRMÃO?

No filme, Fred (Charlie Carrick), irmão mais velho de Trump, é retratado como alcoólatra e dependente de drogas. Em uma cena que remonta o casamento de Donald e Ivana, Fred aparece embriagado e emocionalmente descontrolado, enquanto Trump o repreende pelas atitudes.

Antes da morte de Fred, causada por complicações de saúde relacionadas ao alcoolismo, ele vai até o apartamento de Donald em péssimo estado, pedindo ajuda. Trump lhe dá dinheiro, mas ignora a sua condição. Na sequência, o filme mostra o personagem deprimido e arrependido pela forma como tratou o irmão, o que de fato aconteceu. Em uma entrevista ao The Washington Post, em 2019, Trump admitiu remorso por ter oprimido Fred, junto com seu pai, por seguir na aviação em vez dos negócios, associando essa pressão ao declínio do irmão.

5 | TRUMP FEZ LIPOASPIRAÇÃO E TRANSPLANTE CAPILAR?

No final do filme, o ex-presidente passa por uma lipoaspiração para remover gordura abdominal e por um transplante capilar. Embora esses procedimentos tenham sido mencionados por Ivana durante o processo de divórcio do ex-casal, no filme eles são usados para simbolizar o declínio físico de Trump, como explicou o roteirista:

“É uma metáfora visual do monstro de Frankenstein: a peça final da criatura sendo feita. É a primeira vez em todo o filme que Sebastian [Stan] parece, age e fala como Donald Trump nos dias atuais”, revelou Gabe Sherman. [via USA Today]

6 | TRUMP ABUSOU DE SUA EX-ESPOSA IVANA?

Em uma passagem de “O Aprendiz”, Donald Trump fala para Ivana que não se sente mais atraído por ela, enquanto ela retruca, insinuando que seu ganho de peso e queda de cabelo também a incomodavam. Em seguida, Trump derruba Ivana e a agride sexualmente, em uma das cenas mais impactantes e brutais do filme.

Este episódio, segundo Trump, é outro aspecto inteiramente fictício, embora Ivana o tenha incluído em seu depoimento durante o processo de divórcio da dupla, em 1989. Durante entrevista à ABC NEWS, em 2015, Ivana retratou sua alegação:

“(...) Trump e eu tivemos relações conjugais nas quais ele se comportou de forma muito diferente comigo, diferente do início do nosso casamento. Como mulher, eu me senti violada, pois o amor e a ternura, que ele normalmente demonstrava por mim, estavam ausentes. Eu me referi a isso como um ‘estupro’, mas não quero que minhas palavras sejam interpretadas em um sentido literal ou criminoso”.

7 | ROY COHN NUTRIA UM INTERESSE AMOROSO POR TRUMP?

Desde o primeiro encontro entre Trump e Roy Cohn, o advogado passou a protegê-lo e ensinou seus métodos agressivos para prosperar no mundo dos negócios. Um aspecto subentendido no filme é a possibilidade de Cohn ter sentido atração física por Trump, e o roteirista comentou a questão:

“Havia claramente uma dinâmica de pai e filho no relacionamento deles. Em outro nível, havia um subtexto homoerótico. Uma das coisas que descobri na minha pesquisa é que muitos dos amantes do Roy eram homens jovens, loiros e de olhos azuis, que tinham uma semelhança física impressionante com o jovem Donald”, revelou Gabe Sherman.

“Acho que Roy foi atraído por Trump, de certa forma, e este filme é uma espécie de história de amor. [No filme] vemos que Donald vai se casar, o que realmente parte o coração de Roy”, completou.

Apesar da declaração de Sherman, não há evidências ou declarações de Roy que comprovem essa suposta atração.

8 | O ENVOLVIMENTO DE ROY COHN NO ACORDO NUPCIAL DE TRUMP

Como mencionado na declaração de Sherman no tópico anterior, no filme, Roy Cohn parece se incomodar com a decisão de Trump de se casar com Ivana. Cohn afirmou que o casamento poderia resultar em Trump perdendo metade de sua fortuna em caso de divórcio, exigindo que Ivana assinasse um extenso acordo pré-nupcial.

Em 1991, o The New York Times noticiou que a separação resultou em Ivana recebendo US$ 14 milhões, uma mansão, um apartamento de luxo e US$ 650 mil anuais de pensão alimentícia. Em um comunicado à imprensa, emitido em 2015, a equipe de Donald Trump afirmou que ele possuía um “acordo pré-nupcial inquebrável”, mas não se sabe ao certo o quanto Roy Cohn contribuiu para a redação desse documento.

9 | COMO ROY COHN MORREU?

Parte essencial da trama de “O Aprendiz” é a luta de Roy Cohn contra a AIDS. As cenas apresentam o contraste da vida do advogado: em momentos ele é rispidamente homofóbico com multidões e, em outros, Trump o flagra praticando atos sexuais com outros homens.

A BBC afirma que a morte do advogado, em 1986, ocorreu devido a complicações causadas pela doença, embora ele tenha se mantido em tratamento com remédios experimentais desde o diagnóstico, em 1984. Em entrevistas nas quais se apresentava bastante debilitado, Cohn dizia estar enfrentando um câncer de fígado, e negou ter contraído o vírus HIV até sua morte.

10 | A RELAÇÃO DE TRUMP COM AS DROGAS

Conforme Trump vai se distanciando de Cohn, o longa explicita seu vício em pílulas de anfetamina, que ele diz fazer uso para não dormir. Quando Cohn o alerta sobre a imprudência do uso indiscriminado, Trump retruca, dizendo que não pode "fechar contratos dormindo".

Não há evidências sobre a suposta adição de Trump. Ele mesmo afirmou, em diversas ocasiões, que não faz o uso de drogas por conta da influência de seu pai e da trágica morte de seu irmão.

“O Aprendiz” está em cartaz nos cinemas do Brasil – garanta seus ingressos por meio de nosso site ou app.

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