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O estranho cinema de Yorgos Lanthimos: conheça 5 filmes do diretor e saiba onde assistir - Ingresso.com
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O estranho cinema de Yorgos Lanthimos: conheça 5 filmes do diretor e saiba onde assistir

O estranho cinema de Yorgos Lanthimos: conheça 5 filmes do diretor e saiba onde assistir

'Pobres Criaturas', mais recente obra do cineasta, já está em cartaz nas telonas

Mariana Assumpção
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Desde sua estreia no 80º Festival de Veneza, em setembro do ano passado, "Pobres Criaturas" (Poor Things) não só ganhou um disputado Leão de Ouro, como representou, para muitos críticos especializados, o lançamento do melhor filme já feito pelo cineasta Yorgos Lanthimos.

Na história, inspirada no romance homônimo de Alasdair Gray, o diretor reconhecido no circuito dos festivais nos apresenta a adorável Bella Baxter (Emma Stone), que foi trazida de volta à vida graças aos esforços pouco ortodoxos do Doutor Godwin Baxter (Willem Dafoe).

Tal sinopse breve indica que a trama, que estreia hoje (1º) no Brasil, bebe da fonte de clássicos como "Frankenstein", de Mary Shelley, além de ser um prato cheio para que Lanthimos use e abuse de alguns dos principais marcadores de sua autoralidade: cenários e situações que evocam o surrealismo, um humor sombrio e crítico e, é claro, uma dose extra de peculiaridade - características essas que, unidas às de outros realizadores, ajudam a definir um movimento cinematográfico recente, conhecido como A Estranha Onda Grega.

O QUE É A ESTRANHA ONDA GREGA?

Internacionalmente chamado de Greek Weird Wave, graças a um artigo do jornal The Guardian que popularizou a alcunha, o movimento, assim como toda forma de arte, foi influenciado pelos contextos social, político e econômico nos quais os gregos se inserem desde a primeira década do novo milênio.

Em 2008, uma crise econômica sem precedentes afetou todo o globo e, entre os mais diversos países da Europa, a Grécia foi o território mais afetado. Além de acumular uma dívida bilionária com o Fundo Monetário Internacional (FMI) até hoje, há quase duas décadas, diversos direitos foram negados e subtraídos do povo grego, que acabou traduzindo sua insatisfação em manifestações artísticas bastante peculiares.

Filmes independentes e "estranhos" emergem as mazelas do patriarcado, o papel da família enquanto primeira - e quase sempre traumática - experiência compartilhada, e, de quebra, criticam o apego ao tradicionalismo e aos antepassados, traços tipicamente europeus.

Athina Rachel, Alexandros Avranas e Yorgos Lanthimos são alguns dos principais nomes do movimento que, há 15 anos, vem chamando a atenção dos cinéfilos e ganhando mais e mais admiradores. Descubra alguns filmes do diretor de "Pobres Criaturas" que vão te ajudar a conhecer a Estranha Onda Grega, suas principais influências e desdobramentos:

#1 | DENTE CANINO (2009)

Eleito o melhor filme da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, seleção dedicada a cineastas pouco conhecidos ou iniciantes, "Dente Canino" (Kynodontas) é considerado o projeto precursor da Estranha Onda Grega.

No longa, que concorreu a Melhor Filme Internacional na cerimônia do Oscar de 2010, um pai cria seus filhos de maneira regrada, inventando mentiras sobre o mundo exterior para que nenhum dos jovens possa ousar sair de casa.

Numa atmosfera claustrofóbica, Lanthimos traduz um anseio que o acometeu na juventude: o que aconteceria caso os homens superprotetores fossem levados ao extremo para "poupar" os seus? Uma metáfora de uma sociedade incapaz de olhar além do próprio umbigo.

Onde assistir: MUBI

#2 | ALPES (2011)

O luto é a principal temática de "Alpes", no qual o cineasta retoma o absurdo para dar luz a uma amarga certeza humana: a finitude. Para ajudar pessoas a lidar com perdas recentes, um grupo decide abrir um negócio para prestar um serviço de personificação de recém-falecidos. O roteiro, premiado no Festival de Veneza, foi coescrito por Lanthimos e por Efthimis Filippou, que também atuou na função em "Dente Canino", início de uma duradoura parceria profissional.

O filme é mais uma expressão que reflete o pensamento dos jovens diretores do período, frutos de um país afundado e, ainda assim, apegado a tradições "mortas". A identidade da Grécia e dos seus cidadãos é destrinchada sob uma lupa crítica, que questiona, principalmente, suas individualidades.

Onde assistir: Reserva Imovision

#3 | O LAGOSTA (2015)

É comum que Hollywood reconheça, ainda que tardiamente, algumas tendências artísticas inovadoras, premiando realizadores e dando a eles a visibilidade merecida por suas obras disruptivas. Contudo, por muitas vezes, a indústria também toma certas vanguardas para si, fazendo com que expressões artísticas acabem tornando-se "pasteurizadas", esvaziadas pelas necessidades comerciais do chamado cinemão norte-americano.

Em "O Lagosta", primeiro filme de Lanthimos produzido em Hollywood, alguns de seus fãs o acusam de "abdicar da essência", embora muitas de suas linhas autorais ainda estejam presentes no projeto. Desta vez, Colin Farrell vive num futuro distópico, em que os seres humanos são obrigados a estar numa relação amorosa duradoura - caso contrário, serão transformados num animal, eternamente privados do convívio em sociedade.

Mais uma vez, o surrealismo ajuda a compor uma alegoria crítica, que propõe uma reflexão sobre até que ponto comportamentos humanos são construídos ou naturalmente provocados. Com atuações propositalmente frias, o cineasta escancara outra vertente da cartilha social a qual todos estamos submetidos.

Onde assistir: Aluguel na Amazon, Claro e Apple

#4 | O SACRIFÍCIO DO CERVO SAGRADO (2017)

Lanthimos volta a trabalhar com um elenco hollywoodiano (Colin Farrell, Barry Keoghan, Nicole Kidman e Alicia Silverstone) em "O Sacrifício do Cervo Sagrado", da produtora queridinha do momento, a A24.

Apesar de criticar algumas tradições gregas ao longo de sua filmografia, Lanthimos referencia a clássica tragédia "Ifigénia em Áulide", de Eurípides, logo no título do longa, numa espécie de alfinetada metalinguística. Em uma de suas performances mais elogiadas, Farrell interpreta um médico, patriarca de uma família tradicional, que se vê abalada pela presença de um rapaz que está misteriosamente ligado ao passado do cirurgião.

Embora o cineasta apresente a novidade de ambientar uma trama no mundo real, não é por isso que ele deixa de lado o absurdo - este é, inclusive, um de seus trabalhos mais potentes nesse sentido, uma vez que a dicotomia entre o palpável e o sobrenatural causa ainda mais inquietação no público.

Onde assistir: HBO MAX

#5 | A FAVORITA (2018)

Um dos mais elogiados trabalhos de Lanthimos também foi o que o tornou amplamente conhecido pelo grande público. O maior sucesso comercial do cineasta, "A Favorita" concorreu a dez estatuetas do Oscar, e a protagonista Olivia Colman foi laureada com o prêmio de Melhor Atriz pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

O cineasta novamente sai de sua zona de conforto e ambienta uma história no século 18, mesclando ficção com personagens reais. Colman é quem dá vida a Rainha Anne, a monarca inglesa envolvida numa narrativa LGBT+ que mergulha nos desejos mais primitivos do ser humano, e provoca até que ponto somos capazes de privar-nos deles.

Rachel Weisz e Emma Stone, que volta a trabalhar com o cineasta em "Pobres Criaturas", agora como protagonista, ajudam a engrossar o caldo da excentricidade singular de Lanthimos, numa trama sobre um jogo de poder travado no centro do um atípico triângulo amoroso.

Onde assistir: Netflix e Star+

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