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‘Síndrome da Apatia’: novo filme se destaca ao falar sobre drama de refugiados e traumas invisíveis
Longa já está em cartaz nas telonas

Nesta quinta-feira (12), chega aos cinemas de todo o Brasil o drama “Síndrome da Apatia”, novo filme de Alexandros Avranas (‘Crimes Obscuros’).
Na trama, Sergei e Natalia são refugiados políticos que imigraram para Suécia com suas duas filhas, Katja e Alina, em busca de uma nova vida. Quando veem seu pedido de asilo negado, a notícia traumatiza a filha Katja a tal ponto, que ela entra em um “coma” misterioso, desenvolvendo uma condição conhecida como Síndrome da Apatia. Sergei e Natalia, então, tentam de tudo para conseguir o asilo e criar a atmosfera segura para que sua filha possa despertar.
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Inspirado em eventos reais, “Síndrome da Apatia” toca em um assunto em voga na atualidade: o drama de uma família refugiada. O filme explora, principalmente, as consequências devastadoras da negação de asilo, expondo a frieza burocrática, a angústia e os tratamentos desumanos frequentemente impostos a essas pessoas, incluindo suas consequências.
Uma dessas consequências, e destaque do filme, é trazer à luz uma misteriosa doença, chamada de Síndrome da Apatia – ou Síndrome da Resignação - que crianças refugiadas apresentam após terem sido negadas asilo. Diante do trauma da violência sofrida em seus países de origem e a incerteza de seus futuros no novo país, essas crianças desconectam-se da realidade, entrado em estado de coma. Uma espécie de mecanismo de defesa para lidar com o insuportável.
A coprodução internacional do filme – com participação da França, Grécia, Estônia, Finlândia e Suécia (país onde a trama se passa e onde casos reais da síndrome foram documentados) - reforça a relevância global da discussão sobre a crise humanitária dos refugiados.
Durante a estreia do longa no Festival de Veneza, o portal FRED The Festival Insider entrevistou Avranas, diretor e corroteirista. Na conversa, o cineasta relata que usou uma síndrome real como metáfora para a situação de todos os refugiados ao redor do mundo e suas invisibilidades sociais:
“Você sabe, eu acho que a vida dessas pessoas, os refugiados, nós não vemos por inteiro. Eles estão em nossa sociedade, mas nós não os vemos [...]. Para mim, é uma boa metáfora para falar sobre nossa sociedade. Porque, às vezes, os refugiados estão fugindo de países em guerra e não aparentam, no dia a dia, que viveram e viram horrores, mas eles continuam carregando esses dramas dentro de si”.
O diretor completa que o longa, ao falar da Síndrome da Apatia, também quer trazer uma questão moral: “Que tipo de mundo estamos deixando para nossas crianças?”, questiona ele. “Como as novas gerações vão sobreviver e ter uma vida digna?”.
“Síndrome da Apatia” é um filme urgente, provocativo e que pretende não apenas falar da busca de asilo não apenas na Suécia, mas para todas as famílias ao redor do mundo que experimentaram traumas devido a guerra, genocídio, perseguição política, ameaças de deportação e outras situações precárias, e em como essa dinâmica afeta os mais vulneráveis: as crianças.
“Síndrome da Apatia” já está em cartaz nos cinemas do Brasil – garanta seu ingresso em nosso site ou app.
