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Qual o significado por trás do título do filme ‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’?
Estrelado por Rose Byrne, o drama chega esta quinta-feira às telonas

Nesta quinta-feira (1º), os cinemas brasileiros recebem a aguardada estreia de “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”, novo projeto da diretora Mary Bronstein (‘Round Town Girls’ e ‘Yeast’).
Na trama, Rose Byrne interpreta Linda, que, à beira de um colapso, é forçada a viver em um motel enquanto lida com a doença misteriosa da filha, a ausência do marido e o desmoronamento do seu próprio teto. Sem encontrar apoio em ninguém – nem mesmo em seu hostil terapeuta –, ela precisa lidar com a frustração, o desespero e o isolamento, para tentar resolver os problemas que a cercam.
O longa vem se destacando nas principais premiações da indústria cinematográfica, especialmente por conta da aclamada performance de Byrne no papel principal, que lhe rendeu o troféu de Melhor Atriz no Festival de Berlim e consolidou “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” entre os dramas mais comentados da temporada.
No entanto, junto ao reconhecimento da crítica especializada, outro aspecto da produção vem chamando a atenção do público: seu título inusitado e provocativo, que foge de explicações diretas e desperta curiosidade.
Em uma entrevista recente ao portal IndieWire, ao ser questionada sobre o real significado do nome do filme, Bronstein revelou que tudo foi pensado para estabelecer uma relação íntima com o espectador, permitindo que cada um construa sua própria leitura a partir da experiência com a trama:
“Seja qual for a sua ideia, está correta. O filme convida a se envolver com em um nível muito pessoal. Nenhuma interpretação pode estar errada. Fico muito entusiasmada quando alguém vem até mim com interpretações, não apenas sobre o título, mas sobre o conteúdo do filme, que eu jamais havia imaginado. Como artista, isso é muito empolgante. Poemas, letras de música e filmes não são quebra-cabeças para decifrar. São sentimentos e expressões – ou você entende e faz sentido, ou não. Se não fizer, é sua escolha se haverá um tempo dedicado a pensar sobre isso”.
A cineasta também refletiu sobre a origem simbólica do título, traçando um paralelo entre uma vivência pessoal e o momento emocional da personagem de Byrne:
“Há uns anos, reclamei ao meu terapeuta: ‘Ei, por que, mesmo estando tão chateada e frustrada, não recebo o apoio que quero?’. E ele me disse: ‘Bem, ninguém quer abraçar um porco-espinho’. Minha resposta foi: ‘Mas e se o porco-espinho precisar de um abraço? Não é culpa dele ter espinhos’. A Linda está na mesma situação no filme. Ela está clamando por ajuda, mas, ao mesmo tempo, sabe quem é e não deseja mudar, tornando impossível auxiliá-la. Ela quer validação”, completou Bronstein.
“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” é uma produção da A24, realizada por meio de uma parceria com Bronxburgh, Central Pictures e Fat City.
O elenco do longa ainda conta com a participação de diversos outros talentos conhecidos, como Delaney Quinn, Mary Bronstein, Ivy Wolk, Christian Slater, Mark Stolzenberg, Conan O’Brien, Manu Narayan e o rapper A$AP Rocky.
Além de dirigir, Bronstein assina o roteiro de “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” – garanta seus ingressos por meio de nosso site ou app.
