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‘Rosebush Pruning’: filme polêmico de Karim Aïnouz já está em cartaz nos cinemas do Brasil
Novo longa internacional do diretor de ‘A Vida Invisível’ é um suspense para maiores estrelado por Callum Turner e Elle Fanning
Trazido ao Brasil pela distribuidora Filmes do Estação, em parceria com a MUBI, chega hoje (15) aos cinemas o suspense “Rosebush Pruning”, segundo projeto internacional do cineasta brasileiro Karim Aïnouz (‘A Vida Invisível’).
Depois de “O Jogo da Rainha” (‘Firebrand’), indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Aïnouz aposta em um filme para maiores repleto de polêmicas, choques gráficos, tabus e absurdos que dialogam com os tempos atuais. “Rosebush Pruning” é escrito por Efthimis Filippou (“A Lagosta”) e teve sua première mundial no 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro deste ano, onde concorreu ao disputado Urso de Ouro.
QUAL É A HISTÓRIA DE “ROSEBUSH PRUNING”?
Em “Rosebush Pruning”, Edward Taylor (Callum Turner) narra o cotidiano de sua família norte-americana rica, que vive em uma mansão na Espanha. Após a morte da mãe em circunstâncias misteriosas, ele, o pai (Tracy Letts) e os irmãos Jack (Jamie Bell), Robert (Lukas Gage) e Anna (Riley Keough) procuram afeto e reconhecimento nas relações familiares, cercados por roupas de luxo e música pop.
O equilíbrio dos Taylor começa a ruir quando Jack, o filho mais velho, apresenta sua noiva, Martha (Elle Fanning), ao clã. A chegada da jovem expõe conflitos silenciados e coloca os vínculos familiares à prova, revelando que a rotina de privilégios mantinha segredos obscuros escondidos.
Pamela Anderson e Elena Anaya completam o elenco de “Rosebush Pruning”, descrito pelo próprio Karim Aïnouz como “um espelho no qual intimidade, privilégio e violência se fundem até se tornarem indistinguíveis”.
“O que estou refletindo não é apenas um drama familiar, mas aquilo que se esconde dentro dele: como o poder pode intoxicar, como o conforto se transforma em anestesia e como o silêncio mascara o abuso. Quando o privilégio se torna um sistema fechado, ele protege, entorpece e fere ao mesmo tempo. Torna-se um espaço onde a moralidade lentamente se curva, onde o trauma circula sem ser nomeado e a própria realidade perde sua nitidez”, completa o cineasta.