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Guillermo del Toro revela que sua nova adaptação de ‘Frankenstein’ não é um filme de terror; entenda
Com lançamento previsto para novembro, clássico gótico será ‘uma história emocionante’
Se muitos esperavam receber horror gráfico na nova adaptação de “Frankenstein”, comandada pelo cineasta Guillermo del Toro, podem não ter as suas expectativas atendidas: de acordo com o próprio diretor, o filme está longe de trazer os marcadores clássicos do gênero do terror para as telonas.
Recentemente, a revista Variety divulgou uma conversa entre del Toro e o compositor ganhador do Oscar, Alexandre Desplat, durante o Festival de Cannes. Na ocasião, o cineasta revelou que não está tentando fazer um filme de horror, mas sim uma história emocionante:
“Alguém me perguntou outro dia, ‘tem cenas assustadoras?’ - pela primeira vez, eu considerei isso. É uma história emocionante para mim. É tão pessoal quanto qualquer outra. Estou fazendo uma pergunta sobre o que é ser um pai, sobre o que é ser um filho [...], não estou fazendo um filme de terror – de jeito nenhum. Não estou tentando fazer isso.”
No painel que ocorreu no evento neste domingo (18), Desplat e del Toro discutiam suas colaborações em filmes como “A Forma da Água” (2017) e “Pinóquio” (2022), explicando como a música é um fator fundamental para o cinema. “Frankenstein” marca a terceira empreitada da dupla, e Desplat confirmou que a trilha do filme acompanhará o tom emocionante que o diretor almeja alcançar no longa:
“A forma como Guillermo [del Toro] faz cinema é muito lírica, e minha música é muito lírica também. Então, eu acho que a música de ‘Frankestein’ vai refletir algo lírico e emocionante... Não estou tentando escrever músicas horripilantes.”, revelou ele.
Os dois ainda não finalizaram a composição do filme, mas ao que tudo indica, os avanços estão ocorrendo de forma cooperativa: “Nós estamos encontrando a emoção”, disse del Toro. “E eu posso dizer que, por mim, entregaremos um filme incrivelmente emocionante”.
A nova adaptação da clássica obra gótica de Mary Shelley segue a linha de outros trabalhos do cineasta. As produções de Del Toro, normalmente, abordam narrativas empáticas, trazendo para o protagonismo criaturas tidas como monstruosas. É o caso de “A Forma da Água” (2017), “Cronos” (1992), ou até mesmo “Hellboy” (2004), filmes nos quais ocorre a humanização dos personagens. Durante a conversa, o diretor revelou que após assistir “O Pecado Mora ao Lado” (1955), se sentiu compelido a contar esse tipo de história:
“A primeira vez em que pensei em defender a criatura é quando Marilyn Monroe saiu [do cinema] em ‘O Pecado Mora ao Lado’ com Tom Ewell, e disse que a criatura só precisava de alguém que gostasse dele. Me apaixonei por Marilyn e pela criatura naquela cena, desde muito novo. E eu pensei: sabe, tudo o que temos são pessoas que olham para outras pessoas de forma errada. É isso que temos nesse mundo.”
Baseado na obra homônima de 1818, “Frankenstein” conta a história do surgimento de uma criatura única, criada a partir dos restos mortais de diversas outras pessoas. Com direção e roteiro de del Toro, o longa tem nomes como Oscar Isaac (‘Star Wars: O Despertar da Força’), Mia Goth (‘Pearl’), Jacob Elordi (‘Priscilla’), Ralph Ineson (‘Nosferatu’), Christoph Waltz (‘Django’) e Lars Mikkelsen (‘The Witcher’) no elenco.
Anteriormente, o diretor confirmou na rede social Bluesky que “Frankenstein” seria lançado nos cinemas antes da sua estreia na plataforma de streaming da Netflix, marcada para o mês de novembro. Contudo, até o momento, a empresa não se manifestou sobre o assunto.
