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Inspirado no romance erótico homônimo, ‘Emmanuelle’ faz sua estreia nos cinemas; saiba mais
Longa já está em cartaz e traz releitura com olhar feminino e contemporâneo

Nesta quinta-feira (10), o sensual “Emmanuelle” fez sua estreia nos cinemas brasileiros.
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O longa é inspirado no romance erótico homônimo da autora franco-tailandesa Marayat Rollet-Andriane, que escrevia sob o pseudônimo de Emmanuelle Arsan – mesmo nome da protagonista de seu livro.
Nascida na Tailândia, Marayat foi enviada à Suíça ainda adolescente para estudar. Em 1948, conheceu o diplomata francês Louis-Jacques Rollet-Andriane, com quem se casou anos depois, em 1956. O casal se estabeleceu em Bangkok, onde ficou conhecido pelas ideias de casamento aberto – o que acabou atraindo atenção da alta sociedade local e internacional. Na época, a capital tailandesa tornou-se um refúgio para os praticantes de relações não convencionais, com o casal no centro do movimento.
A ideia para o livro veio logo após o casamento. Inicialmente publicado na França clandestinamente em 1959, e de forma oficial em 1967, o romance foi um dos primeiros sucessos literários a abordar o prazer e a liberdade sexual feminina de forma direta. Na época, a obra foi assinada com o nome da protagonista e, só mais tarde, o texto passou a ser atribuído à verdadeira identidade da autora.
Com o sucesso do livro, “Emmanuelle” ganhou uma adaptação para os cinemas em 1974, dirigido por Just Jaeckin (‘A História de O’) e com roteiro assinado pela própria Arsan. O longa, estrelado por Sylvia Kristel (‘O Amante de Lady Chatterley’), se tornaria um fenômeno mundial e daria origem a uma franquia de mais sete outros filmes.
O QUE MUDA NO NOVO “EMMANUELLE”?
Com direção de Audrey Diwan - premiada com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2021 com o filme “O Acontecimento” (2021) -, que também assina o roteiro ao lado de Rebecca Zlotowski (‘Os Filhos dos Outros’), “Emmanuelle” pretende marcar uma nova abordagem para a popular personagem.
Na trama, a personagem-título, agora vivida por Noémie Merlant (‘Retrato de Uma Jovem em Chamas’), viaja sozinha para Hong Kong em uma missão profissional. Envolta pelo luxo e pelas possibilidades sensuais da cidade, ela se entrega a experiências intensas em busca de um prazer há muito perdido. Entre os diversos encontros enquanto explora seus próprios desejos, ela conhece Kei, vivido por Will Sharpe (‘A Verdadeira Dor’), um homem enigmático que desperta sua curiosidade por manter-se sempre fora de alcance nos momentos cruciais.
Nos filmes originais, a personagem-título sempre foi representada como uma mulher jovem, sensual e sexualmente ativa. Contudo, há episódios que hoje são amplamente criticados sob a ótica feminista, com cenas consideradas problemáticas, como situações de abuso, submissão forçada e objetificação.
Diwan já declarou em entrevista que repudia estas situações e que, por isso, apresenta uma versão de “Emmanuelle” mais alinhada com a atualidade, trazendo uma visão mais equilibrada e respeitosa da personagem, mas mantendo sua história erótica e magnética:
“É um filme sobre o desejo e sobre como uma mulher pode explorá-lo com liberdade, sem ser dominada pelo olhar alheio”. [via Variety]
Além de Merlant e Sharpe, o elenco ainda conta com a presença de outros talentos conhecidos, como Jamie Campbell Bower (‘Stranger Things’), Anamaria Vartolomei (‘Mickey 17’), Naomi Watts (‘O Impossível’), Chacha Huang (‘A Maldição do Cuco’), Isabella Wei (‘Bridgerton’) e Sofie Royer.
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