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Estamos sozinhos? ‘Elio’ responde com emoção à pergunta atemporal de Carl Sagan
Nova animação da Disney e Pixar já está em cartaz nas telonas

Na última quinta-feira (19), “Elio”, a mais nova animação da Disney e Pixar, finalmente chegou aos cinemas do Brasil.
O longa acompanha a história do personagem-título, um menino curioso e criativo que é transportado acidentalmente para a Communiverse, uma organização interplanetária. Diante de um conselho formado por representantes de galáxias distantes, ele acaba sendo erroneamente identificado como embaixador da Terra, precisando conviver e criar laços com essas formas de vidas alienígenas, enquanto busca descobrir sua verdadeira essência.
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Inspirado na infância solitária do diretor Adrian Molina (‘Viva - A Vida é uma Festa’), “Elio” também tem a participação criativa de Domee Shi (‘Red: Crescer É Uma Fera’) e Madeline Sharafian (‘Burrow’), cineastas que finalizaram o projeto.
Fãs declaradas de ficção científica, as duas diretoras buscaram referências em clássicos do gênero para construir a atmosfera emocional e visual de “Elio”. Entre essas inspirações está Carl Sagan, astrônomo e cientista que escreveu obras como “Cosmos” e “Contact”, das quais as cineastas se inspiraram diretamente. Mas, qual a importância de Sagan para a história de "Elio"?
QUEM FOI CARL SAGAN?
Sagan foi um dos cientistas mais influentes do século XX. Astrônomo, astrofísico, astrobiólogo e autor, ele se destacou por popularizar a ciência e promover a busca por vida inteligente fora da Terra.
Entre suas principais contribuições, está a criação do famoso Disco de Ouro (também conhecido como Mensagem de Arecibo), dispositivo enviado a bordo das sondas Voyager 1 e 2, contendo imagens, sons e saudações da Terra em 55 idiomas, com o intuito de apresentar os humanos a possíveis civilizações extraterrestres.
É justamente a partir de uma exibição desse Disco que a história de “Elio” começa. Em um encontro do protótipo e da mensagem em um museu, o garoto fica fascinado pela ideia de que, talvez, não esteja sozinho no universo, embarcando em uma jornada de descoberta e conexões.
NARRATIVAS QUE SE ENCONTRAM
A paixão de Sagan de contatar outras formas de vida é explorada em sua única obra de ficção, o romance “Contato”, que deu origem ao filme homônimo de 1997, dirigido por Robert Zemeckis (‘Forrest Gump – O Contador de Histórias’) e estrelado por Jodie Foster (‘O Silêncio dos Inocentes’). Nele, os alienígenas não são ameaças, mas sim seres benevolentes. Essa mesma abordagem influenciou diretamente a criação dos habitantes da Communiverse em “Elio”:
“Nós amamos a ideia do espaço ser um lugar esperançoso, e que as respostas que a humanidade busca podem estar lá, em algum lugar”, revelou Shi à revista Entertainment Weekly. “Eu amo como em ‘Contato’ eles mostram os aliens de uma maneira positiva e inspiradora, e não como algo assustador que virá nos pegar ou substituir”.
Como os alienígenas em “Contato”, os extraterrestres em “Elio” - membros da amável Communiverse – preferem colaborar, compartilhar ideias e receber novos integrantes em sua comunidade, do que conquistar e destruir.
O longa ainda presta uma homenagem direta ao cientista ao incluir trechos de uma entrevista que Sagan concedeu em 1985 à rádio Studs Terkel sobre “Contato”. É com as palavras dele que o filme se encerra, lançando a pergunta que move toda a narrativa: “Estamos sozinhos?”
Com composição de Rob Simonsen, responsável pelo sucesso “Deadpool & Wolverine” (2024), “Elio” conta com nomes talentosos no seu elenco de vozes originais como Yonas Kibreab, a ganhadora do Oscar Zoe Saldaña, Jameela Jamil e Brad Garrett.
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