- Notícias
- >
- ‘A história é um caleidoscópio’: diretor explica visão por trás de ‘A Vida de Chuck’; saiba mais
‘A história é um caleidoscópio’: diretor explica visão por trás de ‘A Vida de Chuck’; saiba mais
Adaptação da obra de Stephen King já está em cartaz nos cinemas

Na última quinta-feira (4), “A Vida de Chuck”, novo filme de Mike Flanagan (‘A Queda da Casa de Usher’) baseado na obra homônima de Stephen King, fez sua aguardada estreia nas telonas.
Comprar ingressos para “A Vida de Chuck”
Quando pensamos em Flanagan e King, é natural esperar casas mal-assombradas, fantasmas ou algum terror psicológico - afinal, o horror é uma das assinaturas principais de ambos os artistas. Contudo, em “A Vida de Chuck”, autor e cineasta se afastam do horror para contar a história íntima e pessoal de Charles “Chuck” Krantz, vivido por Tom Hiddleston (‘Loki’).
Adaptado do conto homônimo, publicado em 2020 na coletânea “Com Sangue”, de King, “A Vida de Chuck” é contado em narrativa reversa: a história começa com a morte do protagonista, e vai apresentando os eventos de sua trajetória de forma retroativa.
UMA LEITURA QUE VIROU OBSESSÃO
Em entrevista concedida ao portal Creative Screenwriting, o diretor revelou que seu primeiro contato com o conto foi em abril de 2020, em meio à pandemia. O cineasta lembra que o impacto foi imediato:
“Eu senti que meu mundo estava acabando também. Mas, ao terminar, chorei de alegria. Me inspirou. Eu me senti otimista e esperançoso, e passei a encarar minha vida de forma diferente”.
Assim que terminou a leitura, Flanagan entrou em contato com King, para saber se uma adaptação seria possível, mas o escritor negou. Na época, Flanagan acabara de receber autorização para começar o desenvolvimento da série “A Torre Negra”, outro projeto do autor, e King não queria que um atrapalhasse o outro. Contudo, com a série precisando ser adiada devido a outros fatores, o escritor cedeu, dando sinal verde para que Flanagan seguisse em frente com o novo projeto. A autorização animou o diretor:
“É uma história sobre definir, capturar e criar alergia. [Quando li] eu pensei: ‘Esse pode ser o melhor filme que eu vou fazer’”.
UMA HISTÓRIA DE KING SEM O HORROR
Assim como em “Conta Comigo” (1986) e “Um Sonho de Liberdade” (1994), “A Vida de Chuck” mostra um lado mais emocional da carreira do prolífico escritor. Ainda que haja elementos na narrativa que podem sugerir o horror – como o sótão misterioso ou o colapso com a realidade – Flanagan os ressignifica:
“O sótão, ou a cúpula, representa o desconhecido. Ele diz como e quando você vai morrer. É uma ideia assustadora, mas também profundamente humana. Não se trata de fantasmas. É sobre o nosso desejo de conhecer o fim da nossa história”.
Ao se declinar nesse medo existencial da morte, Flanagan revelou que encontrou o peso emocional que vai além dos tropos do gênero do horror:
“É uma história sobre alegria. A ameaça não é a morte. A ameaça é esquecer o que faz a vida ser linda. A história é um caleidoscópio”.
Além de dirigir, Flanagan também editou o filme e escreveu o roteiro ao lado de King, reforçando seu compromisso com a fidelidade à obra original.
Além de Hiddleston, Benjamin Pajak, Jacob Tremblay (‘Extraordinário’) e Cody Flanagan interpretam as diferentes versões de Chuck ao longo da vida. Chiwetel Ejiofor (‘O Menino Que Descobriu o Vento’) e Karen Gillan (‘Guardiões da Galáxia’) assumem o papel de Marty e Felicia, respectivamente, um casal divorciado cujo mundo é desvendado pelo mistério de Chuck. Mia Sara (‘Curtindo a Vida Adoidado’) e Mark Hamill (‘Star Wars’) também estão no elenco como os avós de Chuck: Sarah e Albie. A narração do filme fica por conta de Nick Offerman, conhecido por seu papel na série “Parks and Recreation”.
“A Vida de Chuck” já está em cartaz nos cinemas brasileiros – garanta seu ingresso através do nosso site ou app.
