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Me Chama que Eu Vou | Sidney Magal afirma ser um artista para ser visto muito mais do que ouvido
Em entrevista exclusiva, o astro relembrou a construção da sua carreira

No Brasil, existem os "imortais" da Academia Brasileira de Letras, pessoas emblemáticas para a cultura brasileira que conquistam o título por suas contribuições. Sidney Magal não é um imortal da Academia, mas definitivamente é um artista imortal.
Me Chama que Eu Vou, dirigido por Joana Mariani, é um documentário sobre a vida do grande astro da música popular brasileira. Com participações da sua esposa Magali e do seu filho Rodrigo, o longa traz uma visão ainda mais profunda da vida de Sidney Magal, o cantor e Sidney Magalhães, o marido e pai.
Magal se denomina como um artista narcisista, característica que ele julga ser importante para qualquer artista. Em entrevista à ingresso.com, o cantor comentou como foi criar o seu personagem “Sidney Magal” para os palcos e como, o que ele denomina de “narcisismo”, o afetou:
“Eu sempre me pré-analisei antes de qualquer coisa, então sempre soube como esse narcisismo era importante para eu construir o meu personagem e para mantê-lo vivo por tanto tempo, como tento manter até hoje. Até que ponto esse narcisismo não pode sair de mim. Ele tinha que ser compreendido pelas pessoas e jamais agredi-las”, afirmou o cantor. “Esse narcisismo é muito prejudicial quando ele começa a invadir o outro. E o outro é uma opinião do outro. É um sentimento do outro. Eu não tenho esse direito. O meu narcisismo sempre foi uma função de melhoras minhas, performances minhas e em como me manter saudável no palco.”
Sidney Magal sempre foi um artista conhecido pelos sua personalidade, aparência e trejeitos exuberantes e sexys. Considerado um grande Sex Symbol dos anos 70, o cantor nunca se incomodou com a histeria de suas fãs e nem mesmo com as pressuposições sobre sua sexualidade.
“Eu sempre aprendi que eu estava ali me expondo, como uma pessoa pública e que eu estava aberto a qualquer tipo de reação. Assim como tinha a histeria das fãs, o amor enlouquecido, as cartas, as calcinhas que jogavam no palco... Assim como tinha esse lado que preenchia o meu ego, tinham aquelas pessoas que se sentiam agredidas com aquela minha performance. Hoje em dia eu tenho consciência, porque na época foi muito espontâneo, que eu tinha criado uma personalidade artística que era diferente normalmente pelos artistas da minha época”.
Magal ainda comentou sobre como essa imagem mais fervorosa nos palcos o transformou em um artista que não é apenas para ser ouvido, mas também visto. Citando o cantor Ney Matogrosso como exemplo, Magal afirma que a sua imagem é muito importante para sua carreira tanto quanto sua voz:
“Eu nunca fui um grande vendedor de discos, porque na música popular brasileira, a gente sabe que existem artistas que venderam milhões e milhões de discos, e eu sempre disse que nunca seria um desses porque as pessoas querem me ver. Elas sentem necessidade de me ver, não só de ouvir. Eu sei que as pessoas têm necessidade do meu visual, para compreender o meu trabalho. Assim como o do Ney Matogrosso, que eu sempre cito como exemplo. Eu sempre disse que sou meio homem, meio mulher. Eu sempre achei que o lado feminino, assim como Pepeu Gomes já cantou isso em música, corresponde ao lado masculino dentro de qualquer ser-humano. E você tem que saber dosar. As pessoas têm que saber respeitar. Respeito é a palavra que faltava na nossa bandeira – Ordem, Progresso e Respeito. É a única coisa que faltou.”
Sidney Magal é uma personalidade emblemática nos palcos, contudo nesse documentário também é exposto o Sidney Magalhães, o marido e pai presente que muitos acham que conhecem. A diretora do longa, Joana Mariani, comentou como foi trazer este lado do astro para a câmera e como sua proximidade com o cantor a ajudou:
“Eu acho que documentário não é uma coisa que você dirige, ele quem dirige você. E por isso a gente foi achando esse documentário e achando as diferenças e similaridades entre o Magal e o Magalhães. Acho que o documentário passa exatamente o processo dele, foi um processo muito gostoso. É difícil não fazer um documentário chapa branca sobre alguém eu você gosta muito” comentou a diretora.
Me Chama que Eu Vou chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (12) - garanta o seu ingresso por meio do nosso site ou app.
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