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Diretor e elenco comentam sobre os desafios da comédia plural de 'Um Dia Cinco Estrelas'

Estrelado por Estevam Nabote, longa estreia nesta quinta nos cinemas

Mariana Assumpção
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Diretor e elenco comentam sobre os desafios da comédia plural de 'Um Dia Cinco Estrelas'

Apaixonado pela família, mas um tanto quanto irresponsável, Pedro Paulo (Estevam Nabote) é o protagonista de "Um Dia Cinco Estrelas", novo filme que chega hoje (6) às telonas do Brasil.

Na trama, Pedro Paulo passa dia e noite cuidando do seu Mozão, um Opala dos anos 1970. Para sair do sufoco e realizar o sonho da sua mãe (Nany People), ele começa a trabalhar como motorista de aplicativo. Durante essa nova jornada, ele encara situações inusitadas e divertidas, que mudam a sua vida e a de seus passageiros para sempre.

Estevam Nabote, que vivencia uma ascensão meteórica em sua carreira, é quem conduz a história. Protagonista no melhor estilo "ame ou odeie", o premiado humorista associa sua trajetória à facilidade de fazer um humor tão popular, em entrevista exclusiva à Ingresso.com:

"O Pedro Paulo é o típico Meritiense", define Estevam, que é natural de São João de Meriti, município da Baixada Fluminense e alvo da comparação.

"Ele é o cara que está sobrevivendo e, mesmo que a vida seja um problema atrás do outro, ele está ali. E isso vem muito da gente que é sobrevivente. Muita gente que é assim, que luta, vai se identificar com ele", completa o ator.

No podcast "Só 1 minutinho" e no elenco do "Porta dos Fundos", Estevam trabalha ao lado de Ed Gama, a quem chama de irmão. Em "Um Dia Cinco Estrelas", Ed interpreta um dos passageiros do Mozão, e a produção marca a primeira vez em que a dupla atua junta em um filme:

"A minha sintonia com o Ed se uniu à sintonia com o Hsu [Chien, diretor], que sempre estava disposto a topar o que a gente queria propor. Eu posso arriscar que, a cena com o Ed, foi a diária mais divertida de filmar", relembra Nabote.

Hsu ("Quem Vai Ficar com Mário" e "Desapega!") explica que as mulheres na vida de Pedro Paulo são quem o ajuda a superar as dificuldades: Nany People e Aline Campos dão vida à Dona Nilda e Manu, respectivamente, e encaram essa árdua missão.

Durante a entrevista, as atrizes comentaram sobre a relação de suas personagens com o protagonista:

"Eu preciso muito aprender com a Manu. Sem dúvidas, a Aline não teria essa paciência em relação ao Pedro Paulo, é muito amor. E não só amor, é aceitar ser a mulher forte, guerreira, que tem que resolver tudo e que, às vezes, até se prejudica por causa do marido", explica a atriz, que interpreta a esposa do personagem de Nabote.

Dona Nilda, mãe de Pedro Paulo, é vivida por Nany People, que enxerga como as diferenças nessa estrutura familiar afetam as mulheres que fazem parte dela:

"A Nilda abriu mão da sexualidade, do sonho da vida dela e, num momento do filme, é dado a ela algo a que ela mesma nunca se deu o direito. Quando ela enxerga tantas possibilidades, e você vê como ela consegue emergir, é lindo. Ela sai desse lugar de negar o sonho, para a possibilidade de experimentar sentimentos que ele nunca viveu antes. E tudo isso, sem esquecer do filho, querendo sempre consertá-lo. Porque ela acha que o erro é sempre dela", explica Nany, sobre a matriarca da família.

À primeira vista, a produção pode esconder seu traço mais marcante: a capacidade de nos tirar gargalhadas por meio de personagens plurais, cujas características foram moldadas a muitas mãos:

"A gente não é totalmente empoderado, não estamos no lugar de fala das outras pessoas. Eu preciso escutar, e aí vem o desafio maior da comédia: ainda assim, manter a graça", afirma o cineasta Hsu Chien.

"Quando eu comecei a trabalhar com cinema, lá nos anos 1990 e 2000, fazíamos filmes que não têm mais espaço, não poderiam ser feitos hoje em dia. Hoje, a gente entendeu que não podemos fazer graça com a desgraça do outro", reflete Hsu, que sempre se preocupa em acompanhar as discussões sobre pautas sociais latentes, e inserir reflexões em suas obras de forma bastante sutil.

Danielle Winits interpreta Betina, uma dessas personagens que fogem do conservadorismo. Diante de uma traição, ela vira o jogo e garante um desfecho surpreendente, graças ao encontro com Pedro Paulo a bordo do Mozão:

"Ela é um exemplo de como transitar por esse caminho, por essas novas formas de amor. Colocar isso no cinema potencializa essa nova dinâmica que, na verdade, sempre existiu. Só que, agora, a gente coloca uma lupa sobre isso para que, quem ainda tenha essa venda nos olhos, possa ir ao cinema e enxergar, abraçar todas as formas de amor", explica a atriz, evitando spoilers.

Ricky Hiraoka e Cris Wersom são responsáveis pelo roteiro de "Um Dia Cinco Estrelas", cujo elenco ainda é formado por Carol Nakamura, Hugo Bonemer, Carol Bresolin, Cristiane Wersom e Clemente Viscaíno.

O longa já está em cartaz nas principais salas de cinema do país - garanta o melhor lugar na sessão por meio do site ou app da Ingresso.com.

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