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Conheça ‘Firelight’, o filme perdido de Steven Spielberg sobre vida extraterrestre
‘Dia D’, nova obra do cineasta a explorar o extraordinário, já está em cartaz nas telonas brasileiras
Já em cartaz nas telonas brasileiras, “Dia D”, novo filme do renomado diretor Steven Spielberg, volta a explorar sua fascinação pelo extraordinário.
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No entanto, muito antes de levar essa temática às telonas em produções milionárias, o cineasta já demonstrava interesse não apenas pelo cinema, mas também pela possibilidade de vida extraterrestre.
Embora muitos associem esse fascínio a “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), Spielberg abordou o tema mais de uma década antes, em seu primeiro longa-metragem.
QUAL FOI O PRIMEIRO FILME DE STEVEN SPIELBERG A TRATAR DE VIDA EXTRATERRESTRE?
Intitulado “Firelight”, o projeto marcou não apenas a primeira obra de Spielber sobre alienígenas, mas também sua estreia como diretor de longas-metragens.
O futuro vencedor do Oscar tinha apenas 17 anos quando comandou a produção, realizada com a ajuda de familiares, amigos e estudantes da Universidade Estadual do Arizona.
Em entrevista ao portal Syfy, Anne Spielberg, irmã do cineasta e supervisora de roteiro do filme, relembrou o entusiasmo que cercou o projeto:
“Todo mundo na vizinhança queria fazer parte [do filme]. Eu costumava ficar com ciúmes. A garota mais popular da minha classe queria estrelar no filme do Steven. Era emocionante, e ele fazia tudo ficar divertido, de forma que todos eram extremamente comprometidos”.
Após a conclusão das filmagens, “Firelight” teve uma única exibição pública, realizada em 24 de março de 1964, no Phoenix Little Theater, espaço alugado por seu pai.
Os ingressos foram vendidos por 75 centavos de dólar e obteve um lucro total de US$ 1, em contrapartida aos US$ 500 usados no orçamento.
QUAL A HISTÓRIA DE “FIRELIGHT” E ONDE ASSISTIR?
Com aproximadamente 2 horas e 20 minutos, “Firelight” acompanha um grupo de cientistas que investiga uma série de luzes coloridas no céu e o subsequente desaparecimento de pessoas, animais e objetos na cidade fictícia de Freeport, no Arizona.
A trama também explora conflitos pessoas entre alguns personagens e obsessiva tentativa do protagonista de convencer autoridades e agentes da CIA de que existe vida inteligente fora da Terra. No desfecho, os extraterrestres – representados por três sombras – revelam seu verdadeiro objetivo: transportar a cidade para o planeta Altaris de forma a criar um zoológico humano.
Infelizmente, a filme acabou se tornando uma obra praticamente pedida. As duas bobinas existentes foram entregues a um produtor durante os primeiros anos da carreira de Spielberg e nunca mais foram recuperadas integralmente. Atualmente, apenas alguns trechos podem ser encontrados digitalmente na internet.
Embora pouco conhecido, “Firelight” serviu como laboratório para diversas ideias que Spielberg desenvolveria anos depois em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), grande sucesso do diretor no gênero de ficção científica.
Mais importante ainda, o projeto confirmou sua vocação para o cinema. No livro “Steven Spielberg: Crazy for Movie”, de Susan Goldman, publicado em 2001, o diretor revelou o impacto que sentiu ao assistir ao corte final do filme e como isso o moldou:
“Eu sabia o que queria. Queria Hollywood”, declarou. [via Syfy]
Mais de seis décadas depois de sua estreia como cineasta, Spielberg retorna ao tema que despertou sua imaginação na infância.
Estrelado por Emily Blunt, “Dia D” acompanha o desencadeamento do pânico coletivo e de estratégias governamentais de contenção de crise após a revelação global de uma forma de vida extraterrestre, ainda incompreensível para a humanidade.
Além de Blunt, o elenco ainda conta com a presença de diversos outros talendos conhecidos, como Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.
Desenvolvido pela Universal Pictures e pela Amblin Entertainment, empresa de Spielberg, “Dia D” marca mais uma colaboração entre o cineasta e o roteirista David Koepp. A dupla já assinou “Jurassic Park” (1993), “O Mundo Perdido – Jurassic Park” (1997), “Guerra dos Mundos” (2005) e “Indiana Jones e o Reio da Caveira de Cristal” (2008), títulos aclamados que, somados, ultrapassam US$ 3 bilhões em bilheteria global.
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