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Como 'Frozen' rompeu com o estereótipo da Princesa Disney e fez história nos cinemas? - Ingresso.com
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Como 'Frozen' rompeu com o estereótipo da Princesa Disney e fez história nos cinemas?

Como 'Frozen' rompeu com o estereótipo da Princesa Disney e fez história nos cinemas?

Há 10 anos, filme estreava nas telonas

Mariana Assumpção
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No início do século XXI, as animações da Disney estavam permeadas por incertezas: depois da Era do Renascimento do estúdio, na qual produções como "A Pequena Sereia" (1989), "O Rei Leão" (1994) e tantas outras animações musicais foram lançadas, a Casa do Mickey Mouse enfrentava dificuldades para emplacar grandes hits nas telonas.

Porém, foi no ano de 2013 que, como num passe de mágica, "Frozen: Uma Aventura Congelante" quebrou o gelo amargado pelo estúdio: "Let It Go" ou "Livre Estou", versos da principal canção do longa, o ajudaram a se tornar a animação de maior bilheteria da história, até então, e a mudar o jeito de produzir da Disney para sempre. Mas, como isso foi possível?

OS ALTOS E BAIXOS DOS ANOS 2000

Foi no novo milênio que "Dinossauro" (2000), "Atlantis: O Reino Perdido" (2001) e "Planeta do Tesouro" (2002) estrearam, representando uma fase de experimentação da Disney e o abandono dos contos de fada tradicionais, que regiam o estúdio desde o lançamento de seu primeiro longa-metragem animado, "Branca de Neve e os Sete Anões" (1937).

É claro que um período que nos presenteou com "Lilo & Stitch" (2002) e "A Nova Onda do Imperador" (2000) não é de todo perdido, contudo, a maioria das animações Disney desenvolvidas na primeira década dos anos 2000 deixou a desejar - isso se reflete na memória dos fãs e nas bilheterias da época, quase todas abaixo do esperado.

O MODERNO E O CLÁSSICO: UMA NOVA FÓRMULA DE SUCESSO

Diante desse cenário, a partir de 2009, a Disney Animation, braço dos desenhos "tradicionais" da companhia, precisou recalcular rota: com exceção dos longas da Pixar, como "Up: Altas Aventuras" (2009) e "Toy Story 3" (2010), produzidos depois que a Disney adquiriu o estúdio referência em computação gráfica, as animações começaram a perder espaço para franquias concorrentes, como "Kung Fu Panda" (Dreamworks) e "A Era do Gelo" (Blue Sky).

A magia Disney, reconhecida pelos fãs do estúdio, precisava ser retomada, e foi isso que a empresa se propôs a fazer. Entretanto, uma reformulação também era necessária, para que os novos desenhos animados evocassem a nostalgia e, ainda assim, conversassem com as gerações de mães, pais e crianças da época.

Ainda trazendo a antiga animação em 2D, "A Princesa e o Sapo" (2009) reviveu os clássicos contos infantis, protagonizados pela primeira princesa negra do estúdio. Depois, foi a vez de "Enrolados" (2010) adaptar "Rapunzel", dos Irmãos Grimm, com músicas pop e o típico final feliz.

A dupla de desenhos animados fez sucesso, e é relembrada até hoje. Mas, ainda assim, faltava algo: o que ainda era preciso fazer para que a Disney voltasse ao topo?

MISTÉRIOS, AFETOS, MÚSICAS E JORNADAS PESSOAIS

Os anos 1990 representaram uma das épocas mais prolíficas da Disney, e repetir alguns ingredientes dos antigos sucessos não parecia má ideia. As músicas, relembradas pelos fãs que assistiram às animações noventistas incansáveis vezes, eram uma demanda popular. Assim, os ares de Broadway precisavam ser revisitados o quanto antes.

Foi durante essa mudança de estratégia que a Disney Animation confiou à Jennifer Lee, a primeira cineasta a atuar como diretora em uma animação do estúdio, a missão de reinventar o clássico "A Rainha da Neve", do dinamarquês Hans Christian Andersen - o mesmo que, coincidência ou não, escreveu "A Pequena Sereia", base para o filme que deu início à Era do Renascimento da Disney.

"Na verdade, trata-se apenas de criar uma história muito poderosa e emocional, mas também de fazer com que seja algo divertido e realmente épico, algo grande" disse Lee, em entrevista à Fast Company.

O olhar e as vivências de Lee, que também escreveu o roteiro da adaptação, ajudaram "Frozen - Uma Aventura Congelante" a carregar algumas das características que o diferem das demais animações: o sentimento focado na relação das irmãs Anna e Elsa, e não mais em um amor romântico; a busca das protagonistas para encontrar seu propósito numa jornada pessoal, tirando a fixação da trajetória que culmina no encontro com um interesse amoroso encantado, rompendo assim com o estereótipo dependente das "princesas Disney"; e, por fim, uma reviravolta da vilania padrão: agora, o antagonista se revelava nas cenas finais, tornando o roteiro ainda mais empolgante.

"Let It Go" chegou ao Top 10 do Hot 100 da Billboard, consagrando o filme e sua mensagem, por meio de sua canção-chiclete, como um dos produtos culturais mais importantes da década - a última vez que a Disney conseguiu atingir essa marca foi com o lançamento de "Pocahontas" e sua música "Colors of the Wind", em 1995.

COMO "FROZEN" INFLUENCIOU AS NOVAS ANIMAÇÕES?

Depois que crianças e adultos se renderam aos encantos do reino de Arendelle e de seus personagens excelentemente construídos, a Disney não pensou duas vezes em reviver a fórmula de sucesso em outras animações: "Moana - Um Mar de Aventuras" (2016), por exemplo, trouxe Lin-Manuel Miranda direto da Broadway para colaborar com a composição de sua trilha sonora original.

"Frozen" abriu caminho para que temáticas mais diversas fossem, enfim, consideradas pelos animadores: em "Moana", a personagem-título parte em uma aventura para salvar seu povo, numa história que foca em etnias e culturas nunca antes exploradas pela Disney, na ancestralidade e, novamente, em uma jornada feminina e pessoal, de autoconhecimento e coragem. O mesmo acontece em "Encanto" (2021), cujas canções também são compostas por Miranda - um musical digno dos grandes palcos, ambientado na Colômbia.

A ascensão dessa nova leva de animações, chamada por alguns de "revival Disney", é reflexo do diálogo proposto por seus enredos, que abarcam pautas sociais bastante em voga na atualidade, como a emancipação feminina, o antirracismo, o respeito às diferenças e, acima de tudo, a vontade de reconhecer a si e à sua história nas telas, sem abrir mão da fantasia e da inconfundível magia Disney.

Há 10 anos, no dia 27 de novembro de 2013, "Frozen - Uma Aventura Congelante" estreava nos cinemas dos Estados Unidos. No ano seguinte, depois de ser lançado no Brasil e em outros países, o filme arrecadou mais de US$1,3 bilhão em bilheteria – a maior entre os lançamentos daquele naquele ano.

Atrelado a uma nova tendência, a de reviver e dar continuidade a franquias consagradas, "Frozen II" chegou às telonas em 2019 e detém, até hoje, o recorde de maior bilheteria da história das animações. Recentemente, Bob Iger, CEO da Walt Disney Company, não apenas confirmou o desenvolvimento do terceiro longa da saga, como afirmou que a história de "Frozen 4" também já está sendo escrita.

Para a sorte dos fãs da Disney e da carismática turma de Arendelle, Anna, Elsa, Kristoff e Olaf ainda têm muitas aventuras para protagonizar.

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