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Há 133 anos, nascia Agatha Christie, a Dama do Crime; descubra 8 curiosidades sobre a autora - Ingresso.com
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Há 133 anos, nascia Agatha Christie, a Dama do Crime; descubra 8 curiosidades sobre a autora

No seu aniversário, 'A Noite das Bruxas' está em cartaz nos cinemas

Mariana Assumpção
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Há 133 anos, nascia Agatha Christie, a Dama do Crime; descubra 8 curiosidades sobre a autora

Uma década antes de sua morte, Agatha Christie escreveu: "O que posso dizer aos setenta e cinco? ‘Agradeço a Deus pela minha boa vida e por todo o amor que me foi dado'", declarou a romancista, em sua autobiografia.

Em 15 de setembro, há exatos 133 anos, nascia Agatha Mary Clarissa Miller, mundialmente conhecida pelo sobrenome que herdou do seu primeiro marido. Embora o trecho acima evidencie uma certa humildade e gratidão pelas coisas simples, seus feitos em vida foram extraordinários: ela é a autora mais popular de todos os tempos, e seus livros perdem, em números de vendas, apenas para os escritos de William Shakespeare e para a Bíblia.

Entre romances, coletâneas de contos e peças, sua carreira prolífica soma mais de 100 obras publicadas. Uma delas, "A Noite das Bruxas", ganhou uma nova adaptação cinematográfica, que chegou às telonas do Brasil na última quinta-feira (14).

A aventura, estrelada pelo detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh), compõe a franquia mais recente de filmes da autora, formada ainda por "Assassinato no Expresso do Oriente" (2017) e "Morte no Nilo" (2022). Desta vez, o investigador belga, seu personagem mais famoso, se vê diante de um mistério que desafia o sobrenatural e o seu persistente ceticismo.

Agatha Christie foi uma mulher muito à frente de seu tempo, e sua criatividade inesgotável atravessou gerações. Hoje, dia em que a Rainha do Crime faria aniversário, separamos 8 curiosidades sobre a vida e carreira da escritora. Confira:

1 | AGATHA CHRISTIE ERA DISLÉXICA?

Embora a questão já tenha sido levantada pela mídia inúmeras vezes, estudos recentes sobre a autora levam a crer que não, Agatha Christie não tinha dislexia.

Filha mais nova entre outros dois irmãos, ainda criança, foi educada em casa por Clara, sua mãe. A princípio, o planejado era que a menina aprendesse a ler apenas aos 8 anos de idade, mas ela, de forma independente, começou a ler precocemente, com apenas 5 anos.

Em entrevista a UOL, Tito Prates, brasileiro e maior pesquisador da autora no país, corroborou com o fato de que Agatha jamais sofrera com dificuldades de escrita ou aprendizado:

"Acho que o que há de mais importante nos documentos é a comprovação de que Agatha nunca foi disléxica, como inventaram para vender produtos. E que, mesmo escrevendo a mão, desde os dez anos de idade, a grafia dela era correta, com um ou outro erro de ortografia, como qualquer aprendiz e muito menos que algum aluno de escola dessa idade nos dias de hoje".

2 | SUA EXPERIÊNCIA COMO ENFERMEIRA INSPIROU SUAS OBRAS

Os livros de Agatha Christie exercem verdadeiro fascínio pela construção meticulosa de seus personagens, enredos complexos e reviravoltas engenhosas, que quase sempre surpreendem seus leitores com desfechos inesperados.

Além de ser aclamada por essa forma de escrita, seus conhecimentos sobre fármacos e venenos, que são constantemente utilizados como armas do crime em suas obras, também chamam a atenção daqueles que já leram alguns de seus romances.

O interesse de Agatha pelo assunto surgiu antes mesmo de ela escrever seu primeiro livro, ainda durante sua formação como enfermeira. Ela também trabalhou em uma farmácia onde teve contato com diversas substâncias tóxicas, aprendendo sobre as propriedades dos medicamentos que viria a usar em suas histórias.

3 | O PRIMEIRO LIVRO FOI REJEITADO VÁRIAS VEZES

Durante a Primeira Guerra Mundial e perdidamente apaixonada por Archie Christie, seu primeiro marido, Agatha atuou como enfermeira para a Cruz Vermelha inglesa, e foi nesse período em que conheceu um ex-policial belga refugiado, grande inspiração para a criação do detetive Hercule Poirot.

"O Misterioso Caso de Styles", primeiro livro de sua carreira, era protagonizado pelo investigador e, embora amplamente elogiado após sua publicação, ele quase não chegou às livrarias.

Em 1919, Agatha já havia recorrido a seis editoras, e todas rejeitaram sua obra. Foi apenas depois do nascimento de Rosalind, sua única filha, que John Lane, do The Bodley Head, reconheceu o talento da escritora. Propondo algumas mudanças na história, o editor não só topou publicar o primeiro sucesso de Agatha, como a contratou para escrever outros cinco livros.

4 | AGATHA CHRISTIE PEGAVA ONDA - E FOI PIONEIRA!

Muitas de suas histórias, ambientadas em países como o Egito e Turquia, foram escritas pela autora durante algumas de suas viagens.

Considerada uma aventureira para a época, em 1922, ela e o marido viajaram para a África do Sul. Enquanto passeavam pela Cidade do Cabo, capital do país, os Christies aprenderam a surfar, e Agatha se tornou a primeira mulher britânica a conseguir equilibrar-se de pé numa prancha.

5 | ELA SUMIU POR ALGUNS DIAS, E FOI ENCONTRADA COM AMNÉSIA

No final da década de 1920, a mãe de Agatha Christie, por quem a autora nutria profundo carinho, faleceu. Devastada pela perda, ela não conseguia mais escrever, e o luto afetou seu relacionamento com Archie, que acabou se apaixonando por outra mulher e deixando a esposa.

Desnorteada, em dezembro de 1926, Agatha Christie deixou a filha sob os cuidados de seus empregados e saiu de sua mansão pela manhã. Posteriormente, seu carro foi encontrado a quilômetros dali, sem nenhum sinal dela ou de seu paradeiro.

Mais de 10 dias depois, os membros da banda do Swan Hydropathic Hotel reconheceram Agatha como uma hóspede, registrada com o nome de Theresa Neele, e avisaram a polícia. Archie foi ao seu encontro e Agatha disse que não o conhecia, além de não se lembrar de quem ela era - provavelmente, a amnésia havia sido causada por uma concussão.

Depois do ocorrido e da exploração desgastante por parte imprensa, Agatha jamais comentou sobre o fato com seus amigos ou familiares.

6 | AGATHA CHRISTIE VIAJAVA SOZINHA, E NAMORAVA HOMENS MAIS NOVOS

Embora as duas afirmativas sejam mais do que corriqueiras na atualidade, a cultura machista do início do século 20 impedia que muitas mulheres pudessem viver seus sonhos em plenitude.

Mas o conservadorismo não parou Agatha Christie - depois do divórcio com Archie, oficializado em 1928, ela decidiu realizar um dos seus maiores desejos: cancelou uma viagem planejada às Índias Ocidentais e comprou um bilhete do Expresso do Oriente, concretizando seu grande sonho de embarcar no luxuoso trem.

A viagem inspirou um de seus livros mais famosos, "Assassinato no Expresso do Oriente". Depois de realizar o trajeto sozinha, conheceu o arqueólogo em formação Max Mallowan, de 25 anos - 14 anos a menos que a autora.

Mesmo que a diferença de idade entre casais seja um tabu para alguns até hoje, mais uma vez, Agatha se mostrou à frente de seu tempo, casando-se com Max em 11 de setembro de 1930. Ela passou a acompanhá-lo nas expedições arqueológicas, que também inspiraram suas obras, e o casal esteve junto até a morte da autora, em 1976.

7 | AUTORA DA PEÇA MAIS ENCENADA DA HISTÓRIA

Em 1947, a BBC pediu para que Agatha escrevesse uma peça de rádio em homenagem aos 80 anos da Rainha Maria, que era uma grande fã de seu trabalho. Assim nasceu "A Roteira", peça mais longeva da qual se tem registro.

De acordo com o site oficial da escritora, a peça passou a ser exibida no The Ambassadors Theatre, em Londres, em 1952, sendo transferida para o St. Martin's Theatre em março de 1974, onde é encenada até hoje.

8 | SUA ÚLTIMA APARIÇÃO PÚBLICA FOI NO… CINEMA!

Em novembro de 1974, durante a première de "Assassinato no Expresso Oriente", Agatha Christie pôde assistir a estrelas como Albert Finney, Ingrid Bergman, Lauren Bacall e Sean Connery na pele de alguns de seus mais ilustres personagens.

Na estreia do filme, dirigido por Sidney Lumet, a autora foi aplaudida pela Rainha Elizabeth II, marcando sua última aparição pública, pouco mais de um ano antes de seu falecimento.

Em 1975, "Cai o Pano", último romance do detetive Poirot, chegou às livrarias. Depois do lançamento, o The New York Times publicou o obituário do investigador, o primeiro personagem fictício a ganhar esse registro em um jornal.

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