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Abestalhados 2 | Leandro Ramos e Paulinho Serra relembram trajetória: "Voltando 10 anos no tempo" - Ingresso.com
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Abestalhados 2 | Leandro Ramos e Paulinho Serra relembram trajetória: "Voltando 10 anos no tempo"

Abestalhados 2 | Leandro Ramos e Paulinho Serra relembram trajetória: "Voltando 10 anos no tempo"

Comédia sobre fazer cinema chega hoje às telonas

Thais Passos
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Nesta quinta-feira (27), chega aos cinemas de todo o Brasil o longa-metragem Abestalhados 2. O filme conta com a participação de grandes nomes da comédia nacional, como Paulinho Serra, Felipe Torres e a dupla Leandro Ramos e Raul Chequer, conhecidos por interpretar Julinho e Maurílio no humorístico Choques de Cultura.

Em Abestalhados 2, acompanhamos os cineastas Paulo, Manuel, Eric e Alex indo atrás de um mesmo sonho: fazer um filme de ação e aventura. Porém, antes eles precisam enfrentar um grande desafio: superar as próprias confusões para chegar lá. Mas nem mesmo o enorme talento desses quatro amigos para se meter em encrencas vai fazer com que desistam de realizar esse sonho.

Antes do lançamento do longa, os atores Paulinho Serra e Leandro Ramos, além dos diretores Marcos Jorge e Marcelo Botta, concederam entrevistas exclusivas à Ingresso.com.

Paulinho e Leandro comentaram sobre o desafio de fazer cinema no Brasil, e como as suas carreiras os ajudaram a construir seus personagens. Serra relembrou a época que trabalhou na MTV e como o amor pelo trabalho tornou-se uma ferramenta na hora de aguentar os perrengues:

"Da época da MTV, do nosso canal [no YouTube] Amada Foca, o Leandro também se identifica. A gente é muito da ‘guerrilha’ mesmo", afirma o ator. "Na Amada Foca, cansei de fazer comida. Eu era o cozinheiro da parada. Ia fazer a esquete e, quando voltava, fazia um rango pra gente comer. Então, eu acho que todo ator amador, ele é amador porque o nome já diz, ele ama pra caramba. Então, por amor, ele faz qualquer negócio. E quando você está ‘afinzão’ de fazer uma parada, acaba dando tudo de si e suportando as coisas. E foi o que esses caras [do filme] fizeram".

Leandro também revisitou suas lembranças da época em que roteirizou e dirigiu o programa de TV Larica Total.

"Eu me via voltando dez anos no tempo e fazendo o Larica. O diretor de fotografia operava a câmera, não tinha o gaffer, ele fazia a luz também… era um assistente de produção pra tudo, pra comprar comida, arrumar o carro, fechar uma rua, então, foi meio que voltar dez anos da minha vida, sabe?", relembrou o astro.

Com mais de 25 anos de carreira, Paulinha Serra já trabalhou em diversos programas de TV como Trolala (2012), ao lado de Tatá Werneck, e Vai que Cola (2013), além de longas-metragens como Internet - O Filme (2017) e Vai que Cola 2 - O Filme (2019). Depois de anos colecionando experiências, o ator conta como é fazer um filme que representa a sua realidade.

"É quase como um exorcismo, é rir de si próprio, mas sem deboche. A gente mostrou todas as nossas fragilidades, como éramos competentes e incompetentes ao mesmo tempo. O filme conta a história de pessoas, além de tudo, apaixonadas, e eu me identifico. Eu sou uma pessoa apaixonada pela minha carreira. Quando dava aula de teatro, no início da carreira, eu já achava que estava no meu auge. Todo lugar em que eu estive, sempre julguei como meu auge: 'Que legal que eu estou aqui'. Caso pudesse alcançar um pouco mais, ótimo, mas sempre senti isso. Esse filme poderia ser um drama, porque é uma história difícil. É um filme sobre tentar e não desistir, um filme sobre perseverança".

Leandro Ramos, além de ator, é produtor, roteirista e diretor. Conhecido pelo seu personagem Julinho da Van no programa Choque de Cultura, ele, e o seu colega de elenco Raul Chequer, fazem parte da produtora TV Quase. Assim como Paulinho, Leandro revisitou sua carreira e destacou seus tempos como roteirista.

"Para mim, era muito um déjà vu: 'pô, de novo essa loucura'. Eu era roteirista, sempre quis fazer conteúdo, mas o que surgia pra eu ganhar dinheiro era escrever roteiro sobre institucional da Light. Para a galera poupar energia elétrica, roteiros divertidos para convencer as pessoas a desligar a luz antes de dormir, tomar banhos curtos etc. Na realidade, ninguém que quer ser roteirista sonha em escrever um roteiro institucional da Light. Mas aí você tem que fazer daquilo o melhor possível. Eu quero que seja engraçado, quero que o cara da empresa, quando for aprovar, se divirta enquanto lê. Então, no fim das contas, eu acho que uma coisa que se imprime no filme é o fato de que nós, como artistas, sempre estamos fazendo as coisas pra gente. Por mais que a gente se preocupe com o público, ou com querer atingir a dona de casa, a classe média… beleza, você quer tudo isso, mas quando você está trabalhando ali e quer ver o resultado, você quer ficar feliz com o que você fez, é para você também”.

O ator também comentou como foi trabalhar mais uma vez ao lado de Raul Chequer, seu parceiro de longa data, não só na TV, mas também na produtora.

“Foi engraçado. Logo que a gente topou fazer, uma das primeiras conversas que nós tivemos foi: como nós vamos distanciar esses dois caras do Julinho e do Maurílio? E pro Raul era mais difícil ainda, porque ele faz um cara meio intelectual, que seria fácil jogar no mesmo registro, mas aí ele chegou lá e fez outra coisa. E eu acho maravilhoso que ele tenha feito outra coisa. É sempre uma alegria trabalhar com o Raul. Por mim, eu trabalharia com ele em todos os projetos da minha vida”.

Além de abordar as diversas situações complicadas que acontecem ao fazer um filme, o roteiro também aborda certos preconceitos que ainda existem na indústria. Os diretores e co-roteiristas Marcelo Botta e Marcos Jorge comentaram como foi trazer essa crítica para o roteiro.

“É um filme sobre quatro homens tentando fazer um filme, só que quem está fazendo o making of é uma garota, e a poderosa da distribuidora é uma mulher. Então, é um filme também sobre esse momento que a gente vive. Da necessidade de os cineastas homens terem que se atualizar, se desconstruir. E acho que aqueles quatro ainda não se desconstruíram, mas talvez no Abestalhados 3, no 1 ou no quatro, eles possam aprender alguma coisa”, afirmou Marcelo.

Marcos também comenta ao assunto e cita como foi trazer um pouco da luta da mulher na indústria do cinema de forma enfática, mas sem perder o humor.

“Um dos momentos mais legais do filme é um no qual a gente faz uma provocação sobre a história do herói e da mocinha. É óbvio que aquilo é uma provocação, e ela se complementa quando a atriz faz um discurso, que é uma das mais críticas sobre muitos aspectos da sociedade. Então, é um filme que também provoca reflexões sobre o machismo. Claro, tudo isso, dentro de uma comédia, você ri o tempo inteiro. Você dá aquela risada gostosa, mas que faz você refletir ao mesmo tempo”.

O elenco do longa conta também com participações especiais de Alexandre Rodrigues, Cris Vianna, Dudu de Oliveira, José Loreto, Nicola Siri, Wanderlei Silva, Wellington Muniz, Isabella Santoni, Maurício Meirelles, Ary França, Otávio Mesquita e Foquinha. Além de Marcos Jorge e Marcelo Botta, Gabriel Di Giacomo e Pedro Leite também assinam o roteiro de Abestalhados 2.

O longa chega aos cinemas nesta quinta-feira, 27 de outubro - garanta o seu ingresso por meio do nosso site ou app.

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