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‘A Odisseia’: confira 5 diferenças entre o clássico de Homero e a adaptação de Christopher Nolan
Estrelado por Matt Damon, filme já está em exibição nos cinemas
[CUIDADO! ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DE “A ODISSEIA”]
Nesta quinta-feira (16), “A Odisseia”, novo e ambicioso projeto do premiado diretor Christopher Nolan (‘Oppenheimer’), enfim realizou sua aguardada estreia nos cinemas brasileiros.
Inspirado no clássico homônimo da literatura escrito pelo poeta grego Homero – uma das obras mais significativas da humanidade –, o longa acompanha a épica jornada de Matt Damon na pele do herói Odisseu/Ulisses, durante o regresso à sua casa, na ilha de Ítaca, 10 anos após a Guerra de Troia.
Embora preserve a essência do material original, o filme toma algumas liberdades criativas em relação a personagens, conflitos e até mesmo ao desfecho da história para aproximar a narrativa ao público contemporâneo.
Confira as cinco principais diferenças entre “A Odisseia” de Homero e a adaptação de Nolan:
1 | ODISSEU TRAUMATIZADO
O poema retrata Odisseu como um estrategista habilidoso, reconhecido pela capacidade de enganar os adversários e por sua perspicácia. Já no filme, Nolan o transforma em um combatente marcado psicologicamente pela Guerra de Troia, carregando sintomas de culpa e trauma deixados pelo conflito. A inteligência continua presente, mas deixa de ser sua principal característica.
2 | INTERFERÊNCIA DIVINA
No texto original, os deuses impactam constantemente a trajetória do protagonista, enquanto o novo longa reduz drasticamente essa participação. Em vez de aparecerem para debater o destino do herói, eles se manifestam principalmente por meio de fenômenos naturais, como os trovões de Zeus e as tempestades marítimas provocadas pela fúria de Poseidon, tornando a narrativa muito mais centrada nas escolhas humanas.
3 | A SIMPATIA DE CALIPSO
Em Homero, Calipso mantém Odisseu preso por sete anos e lhe promete a imortalidade para que permaneça com ela. Na adaptação, a personagem – vivida por Charlize Theron –, é retratada de forma mais ambígua e psicológica: utiliza flores de lótus para aliviar os traumas dele e acaba ajudando-o a seguir viagem.
4 | ENCONTRO COM O CICLOPE
Um dos episódios mais famosos do poema sofre mudanças importantes. Nolan mostra um Ciclope muito mais assustador do que a descrição de Homero, além de simplificar o confronto entre o gigante e Odisseu. No longa, o herói não embebeda Polifemo com vinho, não utiliza o falso nome “Ninguém” antes de cegá-lo e só descobre posteriormente que o monstro era filho de Poseidon. Na versão original, Odisseu recorre a esses artifícios, revela sua verdadeira identidade ao deixar a ilha e desperta a ira do deus dos mares, que passa a persegui-lo durante sua viagem.
5 | ENCERRAMENTO
No desfecho literário, após derrotar os pretendentes ao trono, Odisseu ordena o enforcamento de doze servas consideradas traidoras, reencontra seu solitário pai, Laertes, e convence Penélope de sua identidade por meio do famoso teste da cama. Já no filme, Nolan suaviza a violência do desfecho ao substituir parte desses acontecimentos por uma sequência inédita, em que Odisseu salva Telêmaco de um ataque dentro de um templo dedicado a Atena e incendeia o local. A adaptação ainda termina com Telêmaco assumindo o trono de Ítaca, enquanto Odisseu e Penélope deixam o reino juntos.
Produzido por meio de uma parceria entre Universal, Syncopy e Wildside, o longa-metragem promete oferecer aos espectadores uma experiência única, utilizando tecnologia IMAX e filmagens em diversos locais ao redor do mundo.
O elenco ainda reúne outros grandes talentos, como Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Jon Bernthal, Samantha Morton, John Leguizamo, Elliot Page, Himesh Patel, Corey Hawkins, Bill Irwin, Jesse Garcia, Will Yun Lee, Nick E. Tarabay, Jimmy Gonzales e Maurice Compte.
O roteiro de “A Odisseia” foi assinado pelo próprio Christopher Nolan – garanta seus ingressos por meio de nosso site ou app.