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FTR - Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo - Teatro TotalEnergies

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Espetáculo inspirado em Ailton Krenak chega ao Teatro TotalEnergies

Data(s)

02/08/2026, às 18h00

Teatro TotalEnergies

Rua do Russel, 804 -

Glória, Rio de Janeiro - RJ

22210-010

Em circulação nacional, “Ideias para adiar o fim do mundo” faz apresentação...

"Somos mesmo uma humanidade?" Essa é a pergunta que ecoa no palco de "Ideias para adiar o fim do mundo", espetáculo protagonizado por Yumo Apurinã, com direção de João Bernardo Caldeira, que chega ao Teatro TotalEnergies, para apresentação no dia 2 de agosto, domingo, às 18h, além da oficina de atuação “Reflorestar o imaginário: teatro e criação”.

Inspirado no best-seller de Ailton Krenak, o espetáculo leva ao teatro reflexões sobre as ficções que sustentam as ideias de humanidade e de Brasil. Após temporadas no Rio de Janeiro, a montagem está circulando nacionalmente, após passagens por São Paulo e Belém, com chegada prevista em Curitiba em setembro.

Em cena, Yumo Apurinã interpreta a si mesmo: um homem do povo Apurinã que, evangelizado na infância, tenta reconstruir sua relação com a ancestralidade, soterrada pelas estruturas contemporâneas de dominação. Morador do Sudeste, Yumo enfrenta em sua vida cotidiana estereótipos persistentes: “Você é índio de verdade? Come carne de macaco? Por que não está na sua aldeia?”. Em cena, esse corpo racializado pela sociedade, que lhe imputa a pecha de “índio”, atravessa estereótipos, enquadramentos e racismos vivenciados inclusive em sua carreira.

“Sou constantemente colocado à prova. Meu corpo não corresponde ao ‘índio’ do imaginário da cidade, mas também não caibo em outras classificações. Ainda assim, sei quem sou: um Pupỹkary Apurinã. O pertencimento é o que me orienta. Sei de onde vim, onde estou e penso meu futuro a partir disso”, afirma Yumo.

A partir das trajetórias de Ailton Krenak e Yumo Apurinã, a peça explicita a violência fundadora do Estado brasileiro: a distinção entre corpos considerados civilizados e aqueles historicamente destinados ao apagamento, à expropriação e à morte.

Até a Constituição de 1988, os povos indígenas eram tutelados pelo Estado e considerados “relativamente incapazes”. A obra recupera esse processo histórico e evoca o gesto de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte de 1987, quando pintou o rosto de preto em protesto contra o retrocesso nos direitos indígenas.

Em um planeta marcado por forças como tiro, boi, cimento e cruz, o espetáculo evidencia como processos de extermínio, etnocídio e devastação ambiental seguem em curso, atravessados pelas forças coloniais que moldaram o país.

“A crise ambiental é também uma crise de imaginação. O teatro pode nomear e preencher ideias que vão se esvaziando, como ‘crise climática’ e ‘colonização’, até perdermos a relação com essas catástrofes. Não existe floresta sem os povos que nela habitam. Reflorestar o imaginário é ampliar horizontes, mas também uma forma de reparação”. explica o diretor e dramaturgo João Bernardo Caldeira.

Para Yumo Apurinã, o espetáculo surge a partir de uma escuta coletiva: “Se eu busco adiar o meu próprio fim todos os dias, minha primeira tarefa é estar presente. Quando escuto Krenak, sei que estou ouvindo muitas outras vozes de sábios e parentes. Quando estou em cena, minha mãe, meu pai e meus antepassados estão ali. Nunca estamos sozinhos.”

Histórico do Espetáculo

O espetáculo estreou com temporadas de ingressos esgotados no Rio de Janeiro, nos teatros Futuros e Municipal Sérgio Porto. Integrou ainda o 14o Festival Interculturalidades, em Niterói, e o 3o Festival Amir Haddad. A convite das ONGs La Clima e File Foundation, foi selecionado para integrar a programação da COP 30, em Belém do Pará, no âmbito do 'Dia da Justiça Climática', ampliando sua circulação para o circuito internacional de debates sobre crise do clima, territórios e direitos dos povos originários. A circulação nacional acontece pelas unidades da CAIXA Cultural em São Paulo, Belém, Curitiba e Brasília.


Sinopse

Num planeta em crise, devastado por tiro, boi, cimento e cruz, um indígena nascido na Aldeia Mawanaty, na Amazônia, investiga as raízes de seu povo sabotadas pela colonização. Pela primeira vez no teatro, "Ideias para adiar o fim do mundo" percorre o pensamento do líder indígena Ailton Krenak para abordar as ficções que sustentam as ideias de humanidade e de Brasil.


Yumo Apurinã

Yumo Apurinã nasceu em Cacoal, interior de Rondônia, onde o povo Apurinã, original do Amazonas, firmou-se na Aldeia Mawanaty, do povo Cinta Larga, no município de Pimenta Bueno. Começou a fazer teatro no ensino médio, em Espigão D'Oeste, quando atuou e escreveu a peça “Myrunguêre e Nara”, premiada no Festival Estudantil Rondoniense de Artes e apresentada em Porto Velho. Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro sob o sonho de dedicar-se à carreira de ator. Nos últimos anos, formou-se como ator pela Casa das Artes de Laranjeiras e foi indicado duas vezes, em 2022 e 2023, ao Prêmio APTR de Ator Jovem Talento pelas peças “Por Detrás de O Balcão” e “O Balcão” (ambas sob direção de Renato Carrera). Atuou ainda em “Karaiba” (2023), uma adaptação da obra de Daniel Munduruku, que circulou por todo país. Em 2023, atuou em “Vôo Livre”, da Companhia Brasileira de Teatro, direção de Márcio Abreu, e em “Guasu”, dirigida por Vilma Melo. Escreveu e atuou nos solos “Os Meus Olhos” (2021) e “Tibira e a Mãe” (2020), com o qual ganhou o prêmio de melhor ator do FestiCAL Online. Entre seus últimos trabalhos estão ainda “Ricos de Amor 2” (2023), de Bruno Garotti; “O Turista Aprendiz" (2022), de Murilo Salles, além dos espetáculos “Krum" (2021) e “Tybyra, Uma Tragédia Yndygena Brasileira" (2021).


João Bernardo Caldeira

Doutor em Artes Cênicas pela ECA-USP, desenvolveu a pesquisa “Derrocada do sujeito universal e reflorestamento de existências: teatros de falas”, que investiga a cena contemporânea a partir da emergência de corpos dissidentes. Pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais pelo Itaú Cultural e pela niversidade de Girona, é mestre em Artes da Cena e graduado em Comunicação e Direção Teatral pela UFRJ. É autor, diretor, professor, produtor e pesquisador teatral, além de jornalista cultural. Idealizou e produziu a peça "Para Meu Amigo Branco", em 2023/24, com direção de Rodrigo França e inspirada no livro de Manoel Soares. Dirigiu, produziu e escreveu espetáculos como "Eu Quem Eu Somos", "Avenida Central" e "Atafona O Fim". Produziu e escreveu o espetáculo "Funk Brasil – 40 Anos de Baile", entre outros. Desde 2008, é colaborador de cultura do jornal Valor Econômico.


Ailton Krenak

Ailton Krenak é um líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro da etnia indígena Krenaque. Nasceu em 1953 no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. É imortal da Academia Brasileira de Letras e da Academia Mineira de Letras. Natural de Itabirinha, em Minas Gerais, escreveu livros como "Ideias para adiar o fim do mundo", "A vida não é útil" e "Futuro ancestral". Conquistou grande destaque por sua atuação em prol dos direitos indígenas. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, visando promover a cultura indígena. Na Assembleia Constituinte, em 1987, que elaborou a Constituição Brasileira de 1988, Ailton protagonizou uma das cenas mais marcantes da mesma: em discurso na tribuna, vestido com um terno branco, pintou o rosto com tinta preta para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas. Em 1988, participou da fundação da União dos Povos Indígenas, organização de representação dos interesses indígenas no cenário nacional. Em 1989, participou da Aliança dos Povos da Floresta, movimento que busca o estabelecimento de subsistência econômica através de reservas naturais na Amazônia.


Ficha técnica

Atuação, texto e cenário: Yumo Apurinã
Direção, texto, cenário, idealização e direção de produção: João Bernardo Caldeira
Voz em off: Ailton Krenak
Direção assistente: Carol Ozório
Preparação corporal: Giovanna Aguirre
Figurinos: Wangleys Manaó
Iluminação: Djalma Amaral
Trilha sonora original: Felipe Storino
Bases e paisagens sonoras: Xipu Puri, Felipe Storino, Juão Nÿn, Kae Guajajara e Kandu Puri
Projeções mapeadas: Renato Krueger
Consultoria iconográfica: Juão Nÿn
Colaboração artística: Cesar Augusto
Visagismo: Sandro Akroá
Cenotécnico: Humberto Silva Jr.
Fotografia: Natália Tupi, Dalton Valério e Clarissa Ribeiro
Identidade visual: Leticia Andrade
Residência artística: Aldeia Marakanã
Produção executiva: Alípia Mattos
Realização: São Bernardo


Serviço:
Teatro TotalEnergies


Duração: 75min.
Classificação: +12 anos.

Domingo às 18h00.

Plateia A: R$ 80,00 Inteira / R$ 40,00 Meia.

Plateia B: R$ 50,00 Inteira / R$ 25,00 Meia.


Não será permitida a entrada após o início do espetáculo!


Este espetáculo conta com recursos de acessibilidade para proporcionar uma experiência mais inclusiva a todos os públicos. Disponibilizamos intérprete de Libras, audiodescrição, legendagem e fones abafadores, garantindo mais conforto e autonomia para pessoas com deficiência e pessoas com sensibilidade sensorial.

1.Desconto - LISTA CLASSE 
 - Somente bilheteria, por meio de nome na lista

2. Desconto 50% - TotalEnergies

- Bilheteria: Compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante). Validação mediante apresentação do código de desconto.

- Online: Compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante) selecionando a opção “desconto 50% TotalEnergies”. Para validar, basta inserir o código no campo CUPOM.

 

3. DESCONTO 50% - INSTITUTO CULTURAL VALE

- Bilheteria: Compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante). Validação mediante apresentação do código de desconto.

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4. DESCONTO 50% VIZINHOS DO TEATRO TotalEnergies

Público contemplado: Moradores dos prédios em torno do Teatro TotalEnergies

- Bilheteria: compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante), mediante o comprovante de residência da rua Praia do Flamengo, dos números 2 a 20.

- Online: compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante), comprovação deve ser feita presencialmente, mediante a apresentação do comprovante de residência no ato da compra.

 

5. DESCONTO 50% - CLUBE O GLOBO

- Bilheteria: compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante), mediante apresentação da carteirinha do Clube O Globo.

- Online: compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante) selecionando a opção “Promocional Clube O GLOBO - 50%” e inserir o código promocional, caso você não tenha este código, entrar em contato com o SAC do Clube o Globo, comprovação deve ser feita presencialmente, mediante a apresentação da carteirinha na entrada do evento.

 

6. DESCONTO 15% - INGRESSO TRR. TTE. EVRH.

- O público que adquirir ingresso para qualquer programação do Teatro Riachuelo, Teatro TotalEnergies, EcoVilla Ri Happy deverá apresentar o ingresso na bilheteria do Teatro TotalEnergies. Promoção válida para todos dias de espetáculos, sobre o preço de inteira e para qualquer setor.

 

7. Desconto 20% - CADASTRO SITE

- Online: compra de até dois ingressos (beneficiário + acompanhante) selecionando a opção “Cadastro Site” e inserir o código promocional TEATRO20.

 

Politíca de Cancelamento: clique aqui

 

Meia-Entrada

 

- Estudantes:

Estudantes devem apresentar o DNE(Documento Nacional Estudantil), que deverá constar obrigatoriamente os seguintes dados: nome civil completo; ou nome social, na hipótese de estudante travesti e transexual; nome da instituição de ensino na qual o estudante esteja matriculado; grau de escolaridade; curso, obrigatório para estudantes de curso técnico, graduação e pós-graduação; data de nascimento do estudante; documento de identidade (RG, CNH, RNE ou passaporte); cadastro de pessoa física do Ministério da Fazenda (CPF), obrigatório para estudantes de graduação, especialização, mestrado ou doutorado; código de uso; data de validade até março do ano subsequente ao da expedição da CIE, no verso do cartão. Na hipótese de estudante travesti e transexual, apenas o nome social será impresso na CIE, acompanhado da seguinte declaração em local visível: “documento impresso com nome social”. Neste caso, o nome civil do estudante poderá ser consultado na versão digital da CIE, conforme orientações abaixo. Na face de identificação do documento constará uma fotografia recente do estudante, na proporção 3x4. Código de uso: é o número de registro do estudante contendo uma sequência alfanumérica única em todo o território nacional para cada CIE emitida, de até 8 (oito) caracteres. A obrigatoriedade do QR Code consta na portaria nº 2 do ITI e passou a vigorar a partir de 31 de maio de 2017 Consulte também: www.documentodoestudante.com.br Lei Federal 12.933/13, Decreto Federal 8.537/15 e Medida Cautelar Provisória concedida pelo STF em 29/12/2015.

 

- Idosos:

Idosos de 60 anos ou mais deverão apresentar documento de identidade oficial com foto.
 

- PCDs (Pessoas com Deficiência):

Pessoas com Deficiência deverão apresentar o cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento da apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.

 

- Jovens de Baixa Renda:

Jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos deverão apresentar carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.

 

- Menores de 21 anos:

Menores de 21 anos deverão apresentar Carteira de identidade ou documento com foto válido.

 

- Professores e Profissionais da Rede Pública Municipal de Ensino, da Rede Pública Estadual de Ensino e da Rede Particular de Ensino:

Professores deverão apresentar carteira funcional emitida pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Tipo de atração:

Teatros

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