Teatros

Dramaturgia Em Leituras: O Espartilho

Mais informações

“O Espartilho”, de Lygia Fagundes Telles, será apresentado no palco do Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, na programação de Dramaturgia em Leituras.

Data(s)

Dia 20/07 , segunda-feira às 19h00min Retirada dos ingressos na bilheteria do Teatro TotalEnergies dia 20/07 à partir das 17h00.

Teatro TotalEnergies

Rua do Russel, 804 -

Glória, Rio de Janeiro - RJ

22210-010

A leitura dramatizada “O Espartilho” faz parte da incursão da diretora e produtora Silvia Monte pela obra da escritora Lygia Fagundes Telles (1918-2022). Extraído do livro “A Estrutura da Bolha de Sabão”, de 1991, “O Espartilho” é mais um conto de Lygia que Silvia pinçou para adaptar para o teatro. Monte vem debruçando-se há alguns anos na produção ficcional de Fagundes Telles. Sua mais recente criação foi a adaptação cênica de “Senhor Diretor”, monólogo idealizado e dirigido por ela, com interpretação de Analu Prestes.

 

Em “O Espartilho”, Ana Luísa reflete sobre sua história de vida a partir das memórias de sua infância e juventude marcadas pela relação de submissão à sua avó. Órfã de pai e mãe, a protagonista tem como única referência afetiva essa avó, matriarca autoritária, preconceituosa e manipuladora. Como num quebra-cabeça, Ana vai descobrindo as peças da sua vida para formar a imagem de sua origem, de sua identidade. Num mundo de total opressão sexual às mulheres, Ana Luísa abre o caminho para sua libertação pela experiência do amor.

 


O elenco de “O Espartilho” é formado por Raquel Penner (Ana Luísa), Duaia Assumpção (Avó), Mila Moura (Margarida), Adriana Seiffert, Bibiana Rozembaum e Verônica Reis (interpretam as diversas personagens femininas das memórias de Ana Luísa), Anderson Cunha (vive todos os personagens masculinos) e Nicole Rocha (violinista).

 


O ESPARTILHO


Leitura dramatizada do conto extraído da obra “A estrutura bolha de sabão”, 1991.

Autora: Lygia Fagundes Telles (1918-2022)

Idealização | Adaptação | Direção: Silvia Monte

Iluminação: José Henrique Moreira

Elenco: Adriana Seiffert | Anderson Cunha | Bibiana Rozenbaum | Duaia Assumpção | Mila Moura | Raquel Penner | Verônica Reis

Participação especial: Nicole Rocha - Violinista | OSJ Chiquinha Gonzaga

Produção: Terceira Margem Produções Culturais

 

 

Ana Luísa reflete sobre sua história de vida a partir das memórias de sua infância e juventude marcadas pela relação de submissão à sua avó. Como num quebra-cabeça, a personagem vai descobrindo as peças da sua vida. Num mundo de total opressão sexual às mulheres, a jovem abre o caminho para sua libertação pela experiência do amor.

 


BIOS

 


LYGIA FAGUNDES TELLE (1918-2022)

 

Escritora | Romancista | Contista | Cronista

 

Nasceu em São Paulo e passou a infância no interior do estado onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita) era pianista, mas após o casamento dedicou-se integralmente a cuidar da família.


Voltando a residir na capital de São Paulo, Lygia fez o curso fundamental na Escola Caetano de Campos e em seguida ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou.


A escritora conduziu sua trajetória literária trabalhando como procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até a aposentadoria.


Com o romance Ciranda de Pedra, lançado em 1954, Lygia inicia a maturidade da sua carreira, reconhecida pela crítica literária e pela fidelidade de seus leitores. A década de 1970 marcou o início de sua consagração, quando lançou alguns de seus livros de maior sucesso, entre os quais: Antes do Baile Verde (1970), As Meninas(1973) e Seminário dos Ratos(1977). Sua obra – composta de dezoito livros de contos e quatro romances – já foi traduzida e publicada em diversos países, como Portugal, França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia, Espanha, República Tcheca etc. Sua ficção foi adaptada para TV, teatro e cinema.

 


Recebeu todos os maiores prêmios nacionais de literatura e foi indicada ao Nobel de Literatura. A consagração definitiva viria com o Prêmio Camões (2005), distinção maior da língua portuguesa, pelo conjunto da obra. Foi presidente da Cinemateca Brasileira e membro da Academia Paulista de Letras. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1985. Lygia Fagundes Telles faleceu em 3 de abril de 2022, em São Paulo.

 

 

SILVIA MONTE  

 

Diretora teatral, gestora e produtora cultural. 

 

 

Graduada em Artes Cênicas pela UNIRIO, especialista em Direção Teatral pela Faculdade CAL de  Artes Cênicas. Sócia-administradora da Terceira Margem Produções Culturais (desde 2023).  Destaca-se como curadora e diretora de projetos teatrais que dialogam com a literatura. Seu  trabalho mais recente como encenadora foi “Senhor Diretor”, adaptação inédita de sua autoria do  conto homônimo de Lygia Fagundes Telles, com Analu Prestes (Espaço Abu, 2024 | Teatro Poeira,  2025). Assina a idealização, curadoria, direção e produção de Leituras em Cena, programa de leituras dramatizadas de textos literários e dramatúrgicos, em curso desde 2024, no Espaço Abu. Outros  trabalhos: idealização, coautoria e direção de Por Elas, (2018); idealização e direção de A Visita da  Velha Senhora, de Friedrich Dürrenmatt (2016) e Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen (2013).  Escreveu e dirigiu o podcast em formato de audiodrama O Direito de Pensar - Uma Viagem  Radiofônica ao Julgamento do Macaco (2019). Idealizadora, curadora e diretora dos ciclos de  leituras dramatizadas: Teatro na Justiça (1999-2019); Livro Aberto – Literatura em Cena (2002-2008).  Integrou a equipe artística e de produção do Ciclodrama - Ato Único (2022-2023). Em 2025, assinou  a direção de produção e de arte do evento João Bethencourt - Um Homem de Teatro e dirigiu a  leitura dramatizada de O Colar da Rainha, peça inédita autor. Ministrou duas edições da oficina Da  Palavra à Cena (2023). Como gestora pública, atuou por mais de duas décadas no Poder Judiciário  do Estado do Rio de Janeiro (PJERJ), estando sob sua idealização, direção, curadoria, produção e  coordenação-geral programas culturais nas áreas de teatro, literatura, música, humanidades e  museologia. Foi a idealizadora, administradora e curadora da Sala Multiuso do PJERJ, de 2010 a  2018. Por seu trabalho em gestão cultural no âmbito do PJERJ, foi contemplada com: Menção  Honrosa - Prêmio Innovare (2007); Medalha da EMERJ (2008); e Colar do Mérito Judiciário (2019).

 

 

Retirada dos ingressos na bilheteria do Teatro TotalEnergies dia 20/07 à partir das 19h00.

 

Data: 20/07.
Horário: 19h00.
Duração: 90min.
Ingressos: Entrada gratuita
Lotação presencial: 359 lugares
Classificação: 12 anos.

Tipo de atração:

Teatros

Categorias: